Um novo sismo voltou a assustar esta terça-feira, 18 de agosto, a população de Granada e da sua área metropolitana, no sul de Espanha. O abalo provocou três feridos ligeiros, um dos quais uma menor que acabou por ser transportada para o hospital.
O Instituto Geográfico Nacional (IGN) espanhol reviu entretanto a magnitude do sismo, apontando para 4,7, com epicentro na zona de Gójar, muito próximo de Granada. O tremor ocorreu pelas 10h37 locais (09h37 em Portugal continental) e, devido à sua reduzida profundidade, foi sentido de forma bastante intensa pela população.
O abalo foi sentido não apenas em Granada, mas também noutras zonas da Andaluzia e até em regiões mais distantes de Espanha. Pouco depois do sismo principal foram registadas várias réplicas, aumentando o receio entre os habitantes.
Vários danos e edifícios evacuados
O sismo provocou também danos materiais, incluindo fissuras em edifícios, queda de elementos de fachadas e outros estragos. Algumas instalações foram evacuadas preventivamente devido ao receio de problemas estruturais.
Entre os locais alvo de medidas de precaução esteve a Alhambra, um dos principais monumentos de Granada. Algumas áreas do complexo foram temporariamente encerradas enquanto eram avaliadas as condições de segurança. O Metro de Granada também reduziu a velocidade de circulação por precaução.
Os serviços de emergência receberam centenas de chamadas relacionadas com o sismo, incluindo pedidos de assistência devido a danos, quedas e situações de ansiedade.
Novo sismo poucos dias depois
O episódio desta terça-feira acontece apenas quatro dias depois de outro forte sismo que atingiu a mesma região. O tremor anterior teve magnitude próxima de 5 e também foi amplamente sentido, tendo provocado danos materiais, embora não tenham sido registadas vítimas.
Especialistas consideram que os dois acontecimentos estão relacionados e fazem parte de uma sequência de atividade sísmica na região de Granada, uma das zonas de Espanha com maior atividade tectónica. Desde 14 de agosto foram registados numerosos movimentos sísmicos na área.
As autoridades espanholas reforçaram as medidas de prevenção e apelaram à população para manter a calma e seguir as recomendações de autoproteção. Os especialistas lembram que os sismos não podem ser previstos com precisão, pelo que a preparação e o cumprimento das orientações de segurança são fundamentais.
A sequência de abalos está a ser acompanhada pelas autoridades espanholas, que continuam a avaliar eventuais danos e a monitorizar a ocorrência de novas réplicas.



Deixe um comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.