Homem de 61 anos terá usado um diagnóstico clínico como pretexto para cometer atos sexuais abusivos contra uma mulher de 52 anos. Polícia Judiciária diz que o suspeito já tinha sido condenado por crimes sexuais no Algarve.
Um médico de 61 anos foi detido esta terça-feira, 6 de outubro, pela Polícia Judiciária (PJ), em Albufeira, por suspeita de ter violado uma paciente durante uma consulta numa unidade privada de saúde.
De acordo com a informação divulgada pela PJ e citada por vários órgãos de comunicação social, os factos terão ocorrido em junho. A investigação aponta para que o médico se tenha aproveitado da sua atividade profissional, em regime de ambulatório, para, sob o pretexto de realizar um diagnóstico clínico, sujeitar a paciente, de 52 anos, a atos sexuais abusivos.
Segundo a Polícia Judiciária, o episódio terá ocorrido num contexto em que o suspeito tinha total controlo sobre o ambiente da consulta. A investigação reuniu elementos considerados relevantes pelas autoridades, o que levou o Ministério Público a emitir mandados de detenção posteriormente cumpridos pela PJ.
Suspeito já tinha antecedentes por crimes sexuais
A investigação revelou ainda que o médico já tinha antecedentes policiais e criminais. Segundo a PJ, o homem havia sido anteriormente condenado por crimes contra a autodeterminação sexual cometidos em diferentes unidades hospitalares privadas da região do Algarve.
A existência desses antecedentes é agora uma das informações relevantes no âmbito da investigação, que procura esclarecer integralmente os factos e determinar se poderão existir outras situações relacionadas com o suspeito.
Detenção aconteceu em Albufeira
O homem foi detido pela Diretoria do Sul da Polícia Judiciária no concelho de Albufeira. A informação disponível indica que o suspeito exerce medicina e que a detenção ocorreu na sequência da investigação aos factos denunciados.
O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Albufeira. O médico deverá ser presente às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial e para a aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.
Até ao momento, não foram divulgados publicamente o nome do médico, a unidade de saúde envolvida ou outros elementos que permitam identificar a vítima.
O suspeito beneficia, naturalmente, da presunção de inocência até decisão judicial definitiva.



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