CHEGA declara guerra ao preço dos combustíveis: quer processar o Estado enquanto portugueses bloqueiam estradas em protesto
A revolta com o preço dos combustíveis está a sair dos postos de abastecimento e a chegar às ruas — e agora também pode chegar aos tribunais.
O CHEGA prepara uma ofensiva contra o Estado português devido ao valor cobrado nos combustíveis, defendendo que os portugueses estão a ser esmagados pela carga fiscal numa altura em que o preço do gasóleo e da gasolina dispara. A iniciativa surge no mesmo dia em que uma gigantesca marcha lenta está a provocar fortes constrangimentos nas estradas de acesso à refinaria de Sines.
Em Sines, o protesto começou pelas 08h10 e rapidamente transformou o IC33 num enorme congestionamento. A GNR chegou a registar entre 12 e 15 quilómetros de filas, com dezenas de viaturas a avançarem em marcha lenta em direção à refinaria da Galp.
“AS FAMÍLIAS NÃO AGUENTAM MAIS”
Com bandeiras portuguesas, cartazes e buzinas, os manifestantes exigem uma redução imediata dos preços. Entre as reivindicações estão a redução do ISP para metade, a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 6% e o fim da taxa de carbono.
O movimento quer preços na ordem dos 1,60 a 1,65 euros por litro e garante que o protesto poderá prolongar-se por, pelo menos, 24 horas.
A contestação está a provocar impacto em várias vias, incluindo o IC33, a EN120, a A26 e os acessos entre Santiago do Cacém e Sines.
CHEGA QUER LEVAR O ESTADO A TRIBUNAL
No meio da crescente revolta, o CHEGA decidiu endurecer o discurso e avançar para a via judicial. O partido de André Ventura acusa o Estado de continuar a arrecadar receitas elevadas através dos impostos aplicados aos combustíveis e defende que os portugueses devem ser ressarcidos pelos valores que considera terem sido cobrados a mais.
A posição surge depois de meses de críticas de Ventura à carga fiscal sobre os combustíveis. O líder do CHEGA já tinha exigido que o Estado devolvesse aos portugueses parte do dinheiro arrecadado, acusando o Governo de beneficiar com a escalada dos preços.
REVOLTA PODE ALASTRAR-SE
O impacto da escalada dos combustíveis vai muito além dos automobilistas. Transportes, agricultores, empresas e famílias sentem diretamente o aumento dos custos, com o preço do combustível a pressionar também o custo dos produtos e serviços.
O próprio Governo admite a gravidade da situação e prepara medidas específicas para proteger o gasóleo agrícola. O ministro da Economia reconheceu que o aumento dos combustíveis tem um “efeito duplo”, atingindo agricultores e consumidores através da subida dos preços dos produtos.
Entretanto, o protesto em Sines ganhou dimensão e os organizadores garantem que não há qualquer ligação partidária. “Aqui são todos bem-vindos”, afirmou o porta-voz Rúben Marques, defendendo que a iniciativa pretende representar todos aqueles que já sentem dificuldades para fazer face ao aumento do custo de vida.
Com o combustível cada vez mais caro, estradas congestionadas e a oposição a preparar uma batalha judicial contra o Estado, a pressão sobre o Governo está a aumentar.
E a mensagem que chega das estradas é cada vez mais difícil de ignorar: os portugueses estão a dizer basta.Se quiseres, posso fazer também , pensada para publicação no Facebook.uma versão **ainda mais agressiva, com título de primeira página e linguagem de “última hora”**



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