Uma mãe decidiu partilhar anonimamente um relato de uma situação que, segundo descreve, a deixou bastante apreensiva enquanto estava com a filha, de três anos, no Aqua Portimão, no Algarve.
De acordo com o testemunho, a mulher encontrava-se no centro comercial ao início da noite, depois de jantar, enquanto a criança brincava no parque infantil com outras crianças. Durante algum tempo, terá reparado num grupo de homens que circulava repetidamente nas proximidades do espaço.
A mãe afirma que inicialmente observou um casal de homens que, segundo a sua descrição, aparentava ser de origem indiana ou semelhante. Estes homens terão permanecido durante algum tempo sentados, observando a zona do parque infantil, e posteriormente começaram a circular pelo espaço, passando entre as crianças e utilizando as escadas rolantes, antes de regressarem novamente à zona.
O comportamento terá levado a mulher a ficar particularmente alerta quando, segundo relata, percebeu que os homens pareciam observar a sua filha e, posteriormente, procurar identificar quais eram os adultos que acompanhavam as crianças.
Perante o que estava a observar, começou a gravar alguns momentos com o telemóvel, segundo explica, apenas por precaução.
Outras mães terão manifestado preocupação
A situação terá ficado ainda mais desconfortável quando, de acordo com o relato, outros três homens se juntaram ao grupo e continuaram a circular nas proximidades.
A mãe decidiu então aproximar-se de outras mulheres que estavam junto ao parque infantil e perguntou-lhes discretamente se também tinham reparado no comportamento do grupo.
Segundo conta, algumas das mães disseram-lhe que já tinham reparado anteriormente naquelas movimentações. Uma das pessoas presentes terá inclusive contactado o marido para acompanhar discretamente a situação.
Sem conseguir perceber quais seriam as intenções dos homens, a mulher decidiu abandonar o local com a filha.
Homem terá aparecido junto ao elevador
O momento que mais terá contribuído para o alarme da mãe ocorreu quando se dirigiu para os elevadores.
Segundo o testemunho, depois de chamar o elevador, um dos homens que anteriormente circulava junto ao parque infantil apareceu atrás dela e preparava-se para entrar no mesmo elevador. A mulher afirma que o homem tentou iniciar uma conversa, mas que, por estar nervosa, fingiu não compreender português.
Por precaução, deixou que o homem entrasse no elevador sem entrar ela própria.
Poucos segundos depois, relata, outro elemento do grupo terá surgido junto ao local, aparentemente para verificar se a mulher tinha entrado no elevador. Ao perceber que ela permanecia no exterior, o homem terá abandonado rapidamente a zona.
A mãe afirma que, nesse momento, ficou ainda mais preocupada por sentir que os seus movimentos e os da filha estavam a ser observados.
Mãe critica dificuldade em obter ajuda
A mulher conta que procurou imediatamente ajuda num estabelecimento localizado junto à saída dos elevadores, na zona dos restaurantes.
No entanto, segundo o seu relato, terá pedido às funcionárias que chamassem a segurança do centro comercial, mas recebeu como resposta que não havia seguranças disponíveis e que deveria procurar ajuda junto de uma funcionária da limpeza.
A situação deixou a mãe indignada, sobretudo por estar acompanhada por uma criança de apenas três anos e por considerar que, perante uma situação em que um cliente manifesta receio de estar a ser seguido ou observado, deveria existir um procedimento claro e imediato para pedir assistência.
Entretanto, um casal com quem tinha anteriormente falado junto ao parque infantil terá aparecido para a ajudar e acompanhado a mulher e a filha até ao automóvel.
“Não estou a afirmar que tinham alguma intenção criminosa”
No seu testemunho, a mãe faz questão de sublinhar que não acusa os homens de qualquer crime e que não tem forma de conhecer as suas verdadeiras intenções.
“Não estou a afirmar que estas pessoas tinham alguma intenção criminosa — não tenho forma de saber quais eram as suas intenções”, explica, acrescentando que o comportamento que observou durante um período prolongado foi suficiente para a deixar desconfortável e levá-la a tomar precauções.
A partilha pretende, segundo a própria, servir sobretudo como um alerta para outros pais e responsáveis por crianças, incentivando-os a permanecer atentos perante situações que considerem estranhas e a procurar ajuda quando sintam que existe algum risco.
A mulher pede ainda que o Aqua Portimão reveja os seus procedimentos de segurança e a forma como os clientes podem solicitar assistência perante situações de emergência ou vulnerabilidade.
O relato foi divulgado de forma anónima, por opção da mãe, que afirma pretender proteger a sua identidade e, sobretudo, a da filha.
Até ao momento, o testemunho apresentado não permite confirmar qualquer tentativa de abordagem criminosa ou outro ilícito por parte dos homens mencionados. A descrição corresponde à experiência relatada pela mãe e às suas perceções durante o episódio.



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