Deputado do Chega acusa Governo de desvalorizar insegurança: “Portugal a ferro e fogo”
Um deputado do Chega lançou esta quinta-feira um forte alerta para a situação da criminalidade em Portugal, afirmando que o país vive “a ferro e fogo” depois de, segundo a sua publicação, terem sido noticiados 11 casos de criminalidade violenta em apenas dois dias.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, o parlamentar enumera vários tipos de ocorrências, entre assaltos à mão armada, agressões, facadas, sequestros, tentativas de homicídio e uma morte, além de um atropelamento que provocou 16 feridos em Albufeira.
O caso de Albufeira é um dos episódios mais graves registados nos últimos dias. Na madrugada de terça-feira, um homem de 35 anos entrou com uma viatura numa zona da Rua da Oura interditada ao trânsito, desobedeceu às ordens das autoridades e acabou por atropelar 16 pessoas, incluindo dois militares da GNR. Duas das vítimas ficaram gravemente feridas. O condutor acusou 1,29 g/l de álcool no sangue e encontra-se em prisão preventiva, estando indiciado por vários crimes, entre os quais homicídio qualificado na forma tentada.
Para o deputado do Chega, estes episódios não podem ser encarados apenas como estatísticas.
> “Não são números abstratos. São pessoas ameaçadas, feridas e aterrorizadas. São famílias que já não se sentem seguras nas ruas do seu próprio país”, escreveu.
Na mesma publicação, o parlamentar acusa o Governo de desvalorizar a insegurança e defende uma resposta mais firme das autoridades.
“Portugal precisa de autoridade, controlo, prevenção e punições firmes para quem escolhe o caminho do crime”, sustenta.
A mensagem termina com um apelo político alinhado com uma das principais bandeiras do Chega: “Mais do que nunca é preciso Salvar Portugal.”
Apesar do alerta político, a afirmação de que ocorreram exatamente 11 casos de criminalidade violenta em dois dias corresponde à contabilização apresentada pelo deputado e não a uma estatística oficial global de criminalidade. Os casos concretos terão de ser analisados individualmente quanto à sua natureza e circunstâncias.
O atropelamento de Albufeira, entretanto, está a ser investigado pela Polícia Judiciária, nomeadamente quanto às circunstâncias e à motivação do condutor.



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