Trânsito em Braga já provoca revolta e condutores antecipam “caos” com regresso às aulas
O trânsito em Braga está novamente a gerar fortes críticas e revolta entre os condutores, numa altura em que a cidade começa a preparar-se para o regresso às aulas e para o consequente aumento do número de veículos nas principais entradas e artérias.
Mesmo antes do início da fase mais exigente das obras de reformulação do Nó de Infias, a circulação automóvel já é apontada por muitos automobilistas como um problema diário. A preocupação aumenta perante a perspetiva de que, com o regresso às escolas e universidades, o movimento rodoviário venha a intensificar-se significativamente.
Nas redes sociais multiplicam-se os comentários de condutores que questionam como será possível circular em Braga quando o ano letivo arrancar e os trabalhos no Nó de Infias avançarem para as fases com maiores condicionamentos.
“Se agora já está assim, quando começarem as aulas vai ser o bonito, bonito”, é uma das críticas que resume o sentimento de muitos automobilistas.
A reformulação do Nó de Infias foi oficialmente consignada em julho e representa um investimento de 11,3 milhões de euros, com um prazo de execução de 660 dias. A intervenção pretende aumentar a capacidade de escoamento do tráfego e melhorar a circulação e a segurança num dos principais pontos de congestionamento da cidade.
O próprio Município de Braga reconhece que as fases mais exigentes da obra vão provocar condicionamentos numa zona de elevada intensidade de tráfego. Está previsto um plano de desvios provisórios, reforço da sinalização e medidas destinadas a minimizar os impactos na mobilidade.
“E as ciclovias e a mobilidade?”
A discussão estende-se também à estratégia de mobilidade da cidade. Alguns condutores questionam se os investimentos realizados em ciclovias e outras soluções de mobilidade estão, efetivamente, a contribuir para retirar automóveis das principais vias e descongestionar o trânsito.
“Para que servem as ciclovias? Para que serve a mobilidade se todos os dias continuamos com filas?”, questionam alguns automobilistas, defendendo uma maior aposta em alternativas capazes de reduzir o número de carros que entram diariamente na cidade.
O Município sustenta que a intervenção no Nó de Infias faz parte de uma estratégia mais ampla para a mobilidade de Braga, articulada com a futura Circular Rodoviária Externa de Braga (CREB), e que a obra deverá criar melhores condições para peões, ciclistas, transportes públicos e automóveis.
Receio de uma “tempestade perfeita”
Para muitos condutores, o verdadeiro teste chegará nas próximas semanas: mais carros devido ao regresso às aulas, horários de ponta mais carregados e, progressivamente, maiores condicionamentos associados às obras.
A questão que fica é simples: como vai Braga conseguir absorver o aumento de tráfego sem transformar as principais entradas e saídas da cidade num enorme engarrafamento?
Enquanto a obra do Nó de Infias é apresentada como uma solução estrutural para o futuro, os automobilistas querem respostas para um problema que consideram imediato: conseguir entrar, atravessar e sair de Braga diariamente sem passar largos minutos — ou até horas — parado no trânsito.
A revolta cresce e, entre os condutores, começa a instalar-se a expectativa de que o início do ano letivo possa trazer um verdadeiro teste à capacidade de gestão da mobilidade da cidade.



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