Jovem portuguesa de Matosinhos morre em incêndio que destruiu restaurante português na Suíça
Ana Catarina Reis, de 32 anos, estava desaparecida desde a madrugada de sexta-feira. Familiares e amigos confirmaram entretanto a sua morte. O incêndio provocou quatro vítimas mortais e oito feridos.
A comunidade portuguesa está de luto após a confirmação da morte de Ana Catarina Reis, uma jovem de 32 anos, natural de Matosinhos, que perdeu a vida no violento incêndio que destruiu um edifício em Thusis, no leste da Suíça, onde funcionava o restaurante português Beverin.
Ana Catarina estava desaparecida desde a noite de quinta-feira, quando ocorreu o incêndio. A jovem vivia num estúdio situado no próprio edifício e trabalhava numa empresa de limpezas. Tinha também familiares e amigos na Suíça.
A família deixou de conseguir contactar Ana Catarina depois de esta ter falado com a mãe, por telefone, cerca das 21h30 de quinta-feira, pouco antes da tragédia. O telemóvel permaneceu desligado desde então, aumentando a preocupação dos familiares e amigos.
Nos dias seguintes, familiares e amigos lançaram vários apelos nas redes sociais, numa tentativa desesperada de obter informações sobre o paradeiro da jovem.
Entretanto, a morte de Ana Catarina foi comunicada por familiares, amigos e pela empresa onde trabalhava, que lhe prestou uma sentida homenagem nas redes sociais.
Quatro mortos e oito feridos
O incêndio deflagrou durante a madrugada de sexta-feira num prédio que tinha apartamentos nos pisos superiores e o restaurante português Beverin. As chamas provocaram uma situação de grande complexidade para as equipas de socorro, devido aos danos estruturais e ao risco de colapso do edifício.
Inicialmente, cinco pessoas foram dadas como desaparecidas e oito ficaram feridas, entre as quais dois cidadãos portugueses.
Durante as operações de busca, que decorreram sob condições particularmente difíceis, foram encontrados vários corpos nos escombros. Este domingo, as autoridades suíças confirmaram a localização das duas últimas pessoas que permaneciam desaparecidas, ambas já sem vida.
Com estas descobertas, o número total de vítimas mortais subiu para quatro e, segundo a polícia local, já não existem pessoas desaparecidas relacionadas com o incêndio. A identificação oficial das vítimas continua a ser realizada através das perícias forenses.
“A tua vida tinha ainda tantos anos pela frente”
A morte de Ana Catarina provocou uma onda de consternação entre familiares, amigos e colegas.
A empresa onde trabalhava descreveu a jovem como alguém cujo sorriso e forma de ser ficarão para sempre na memória daqueles que com ela conviveram.
Também nas redes sociais surgiram mensagens profundamente emocionadas de familiares, que lamentam a morte prematura da jovem e a forma trágica como a sua vida terminou.
Ana Catarina deixa assim uma comunidade portuguesa enlutada na Suíça e uma família devastada pela perda inesperada.
As autoridades suíças continuam a investigar as causas e as circunstâncias do incêndio que destruiu o edifício em Thusis.
A tragédia volta a colocar em evidência a dimensão das comunidades portuguesas emigrantes e o impacto que acontecimentos desta natureza têm não apenas no país onde ocorrem, mas também nas famílias que, em Portugal, aguardam notícias dos seus entes queridos.



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