Uma mãe alemã matou a tiro, dentro de um tribunal, o homem acusado de assassinar a sua filha de sete anos. O caso chocou a Alemanha e dividiu a opinião pública entre quem considerou a mulher uma criminosa e quem viu no ato uma reação desesperada de uma mãe perante a morte da filha.
Marianne Bachmeier perdeu a filha, Anna, depois de a menina ser estrangulada por Klaus Grabowski, um homem com antecedentes por crimes sexuais. Segundo a acusação, Grabowski atraiu a criança para dentro de casa, matou-a e escondeu o corpo numa caixa junto a um canal.
Durante o julgamento, realizado em Lübeck, Marianne entrou na sala de audiências com uma pistola calibre .22 escondida na mala. Quando o arguido se virou, sacou da arma e disparou várias vezes.
Seis dos tiros atingiram Grabowski nas costas. O homem morreu no local, no chão do tribunal.
Testemunhas relataram que Marianne afirmou que pretendia atingir o rosto do acusado, mas acabou por disparar contra as costas. Terá também dito que esperava que Grabowski estivesse morto.
A mulher foi posteriormente julgada pelo homicídio. O tribunal acabou por condená-la por homicídio culposo a seis anos de prisão. Marianne cumpriu apenas três anos da pena.
O caso provocou uma forte divisão na sociedade alemã. Para alguns, a mulher tinha cometido um crime grave e não podia fazer justiça pelas próprias mãos. Para outros, Marianne representava uma mãe que, perante uma dor extrema, tinha feito aquilo que muitos acreditavam que fariam se estivessem na mesma situação.
Marianne Bachmeier nunca pediu desculpa pelo que fez e manteve a sua posição sobre o episódio. Após a sua morte, foi sepultada junto da filha, encerrando uma história que ficou marcada por um dos episódios mais controversos ocorridos num tribunal alemão.



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