Médica do Hospital de Barcelos selecionada para pensar o futuro da saúde no país
Médica da ULS Barcelos/Esposende selecionada para integrar o Health Parliament Portugal
A médica Diana Silva Gonçalves, da Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende (ULSBE), foi selecionada para integrar a terceira edição do Health Parliament Portugal, uma iniciativa que reúne 60 profissionais e jovens líderes de diferentes áreas para refletir sobre o futuro do sistema de saúde em Portugal.
Segundo avança o O Minho, a especialista foi escolhida entre 759 candidaturas para participar no projeto, promovido pela Johnson & Johnson Innovative Medicine, em parceria com a Universidade Nova de Lisboa, a Microsoft e o Expresso.
Especialista em Medicina Geral e Familiar, Diana Silva Gonçalves exerce atualmente funções no Serviço Integrado de Cuidados Paliativos da ULS Barcelos/Esposende, onde tem desenvolvido trabalho nas áreas da humanização e da integração de cuidados. É também presidente da Comissão de Humanização da instituição.
De acordo com o O Minho, a médica liderou igualmente a candidatura do Espaço ConVida, um novo espaço de acolhimento que será inaugurado em breve na ULS Barcelos/Esposende e que foi distinguido pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos.
O percurso profissional de Diana Silva Gonçalves inclui ainda experiência de representação em organizações médicas europeias, onde participou na elaboração de propostas sobre políticas de saúde e teve contacto com diferentes modelos de organização dos sistemas de saúde.
Citada em comunicado da ULSBE, a médica considera que a participação no Health Parliament Portugal representa uma oportunidade para levar ao debate nacional a experiência adquirida no contacto diário com doentes e famílias.
“Levarei a experiência adquirida diariamente na ULSBE, quer através da atividade clínica em Cuidados Paliativos, quer através dos projetos de humanização e integração de cuidados em que tenho estado envolvida. Espero contribuir para recomendações concretas que reflitam a realidade dos profissionais e das pessoas que recorrem aos cuidados de saúde, promovendo um sistema mais integrado, mais humanizado e mais centrado nas pessoas”, afirmou.
A responsável acrescenta que “os melhores projetos em saúde nascem quando conseguimos juntar quem conhece os problemas no terreno com quem tem a capacidade para transformar o sistema”.
Ao longo dos próximos seis meses, os 60 participantes irão integrar diferentes comissões temáticas, responsáveis por elaborar recomendações dirigidas aos decisores políticos, com o objetivo de responder aos principais desafios que se colocam atualmente ao sistema de saúde português, refere ainda o O Minho.