CHEGA quer explicações e ‘pressiona’ ministro Luís Neves
CHEGA e IL aumentam pressão sobre Luís Neves com comissão de inquérito e pedido de audiência em Belém
O caso que envolve o ministro da Administração Interna, Luís Neves, continua a dominar o debate político, com o Chega e a Iniciativa Liberal (IL) a intensificarem a pressão política através de diferentes iniciativas de escrutínio, incluindo uma comissão parlamentar de inquérito e contactos com a Presidência da República.
O Chega formalizou o pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026. O líder do partido, André Ventura, considera existirem indícios suficientes para justificar uma investigação parlamentar, alegando que as polémicas relacionadas com obras realizadas numa propriedade do ministro, a empresa Construbarcelos e o chamado caso do atrelado levantam dúvidas sobre a atuação de Luís Neves enquanto liderava a PJ.
Paralelamente, a Iniciativa Liberal solicitou uma audiência a António José Seguro, no Palácio de Belém, para abordar a situação política criada pelas sucessivas revelações relacionadas com o ministro da Administração Interna e defender a necessidade de garantir a confiança nas instituições.
Além da comissão de inquérito, o Chega requereu também a convocação urgente da Comissão Permanente da Assembleia da República para ouvir Luís Neves e a ministra da Justiça, argumentando que os esclarecimentos públicos prestados pelo governante foram insuficientes e deixaram várias questões por responder. O PS já indicou que não se opõe à realização dessa audição, embora tenha reservas quanto à comissão de inquérito.
Luís Neves tem rejeitado qualquer irregularidade e afirmou sentir-se plenamente legitimado para continuar no cargo, garantindo que prestará todos os esclarecimentos necessários. O Governo, por sua vez, tem mantido confiança no ministro, apesar da crescente pressão da oposição.
Com o Parlamento em pausa para férias, é expectável que o processo político ganhe novo fôlego no reinício dos trabalhos legislativos, em setembro, altura em que a comissão parlamentar de inquérito poderá começar a ser discutida e outras iniciativas de fiscalização poderão avançar.