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“Chega de promessas”: plano do CHEGA promete virar Vila Verde do avesso

“Da recolha do lixo ao metro de superfície” A Coordenadora do CHEGA Vila Verde apresentou um documento extenso, direto ao assunto e sem rodeios. A mensagem repete-se ao longo de dezenas de páginas e propostas: o concelho precisa de organização, coragem e planeamento. E precisa agora. Nada de remendos, nada de obras avulsas, nada de…

“Chega de promessas”: plano do CHEGA promete virar Vila Verde do avesso

“Da recolha do lixo ao metro de superfície”

A Coordenadora do CHEGA Vila Verde apresentou um documento extenso, direto ao assunto e sem rodeios. A mensagem repete-se ao longo de dezenas de páginas e propostas: o concelho precisa de organização, coragem e planeamento. E precisa agora.

Nada de remendos, nada de obras avulsas, nada de promessas feitas à pressa quando se aproximam eleições. O tom é assumidamente crítico e aponta para problemas antigos que, segundo o partido, continuam por resolver.

A começar pelas freguesias. O CHEGA defende equipas de manutenção e jardinagem ajustadas à dimensão de cada uma, com respostas rápidas para bermas, ruas, parques infantis, sinalização e pequenas reparações. A ideia é simples e, dizem, óbvia: as freguesias não podem existir apenas no mapa nem ser lembradas em datas festivas.

Na limpeza urbana, surge uma proposta que já existe noutros concelhos. Recolha seletiva porta a porta, com dias específicos para cada tipo de resíduo. Menos contentores nos passeios, mais organização, boxes próprias para os resíduos e uma imagem urbana mais cuidada. O objetivo é um concelho limpo, mas também mais seguro e acessível.

A mobilidade ocupa uma parte central do documento. Passeios dignos para peões, bicicletas e trotinetes, recuperação de caminhos municipais degradados e alternativas rodoviárias para aliviar o trânsito. O CHEGA assume a defesa de projetos estruturantes como a Variante do Cávado, o eixo periférico e a passagem desnivelada na rotunda do Canoísta. Há também um alerta claro para o caos diário junto às escolas, classificado como um risco sério para alunos, pais e profissionais.

No centro da vila, a visão passa por menos cimento e mais vida. Um verdadeiro parque infantil, espaços desportivos, zonas verdes, árvores de grande porte, sombra e conforto. A proposta inclui ainda a conclusão do Parque da Vila, a criação de um Jardim de Inverno e um Mercado Municipal junto à central de camionagem, pensado para produtores locais e comércio de proximidade.

Água e saneamento surgem com uma abordagem que o partido diz ser rara na política local. Prometer menos e falar verdade. Admitir que há zonas onde o saneamento será difícil a curto prazo, em vez de criar expectativas que nunca se concretizam.

No desporto, a proposta passa por uma rede municipal simples e acessível, onde qualquer pessoa saiba que modalidades existem, onde e como se inscrever. O documento defende ainda apoio ao surf, ao voleibol de praia e transporte diário para a praia durante o verão.

A área da educação é uma das mais detalhadas. Mais assistentes operacionais, formação em primeiros socorros, melhores condições para alunos com necessidades especiais, combate ao bullying e ao absentismo. O CHEGA quer também o regresso das cozinheiras às escolas, valorizando estas profissionais e combatendo a precariedade laboral. A proposta inclui ouvir trabalhadores, pais e alunos antes de qualquer mudança estrutural.

Há ainda a recuperação do projeto da nova Biblioteca Municipal, pensada como polo educativo e cultural junto às escolas, e uma forte crítica ao encerramento de escolas primárias nas freguesias. “Quando uma freguesia perde a escola, perde futuro”, lê-se no documento.

No apoio social, o partido fala numa verdadeira rede de apoio ao idoso e num serviço municipal de intervenção rápida para vítimas de violência doméstica e pessoas em risco. Surge também a Unidade Móvel do Munícipe, para levar serviços camarários às freguesias mais isoladas.

Comércio local e famílias entram na equação com vouchers escolares a usar no comércio do concelho e um cheque bebé alargado até ao primeiro ano de vida da criança, com menos burocracia.

Cultura, saúde e ambiente fecham o pacote. Do regresso do desfile de Carnaval à dinamização do Natal, passando por obras profundas no Centro de Saúde, reflorestação urbana, valorização da ciclovia Soutelo–Prado e até o estudo de um crematório no concelho.

O documento termina com propostas de investimento privado, incluindo uma escola privada do 5.º ao 12.º ano e o estudo de um metro de superfície a ligar Vila Verde a Braga. Pensar grande, dizem, sem esquecer o essencial.

A mensagem final é clara e repetida quase como um mantra. Vila Verde não precisa de mais promessas. Precisa de trabalho, coragem, visão e futuro. Se será discurso ou prática, essa resposta ficará para os eleitores.

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