Militante n.º 3 do PS pede adiamento das eleições internas e denuncia alegadas irregularidades em Coimbra
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, foi confrontado com um pedido de adiamento das eleições das estruturas locais do partido, marcadas para 20 de junho, na sequência de denúncias de alegadas irregularidades relacionadas com os cadernos eleitorais no distrito de Coimbra.
A denúncia é feita por António Campos, militante n.º 3 do PS, através de uma carta subscrita também por outros dois militantes socialistas. Segundo os signatários, existirá um alegado esquema de pagamento indevido de quotas destinado a angariar votos para as eleições internas da federação distrital de Coimbra.
Na carta, António Campos acusa diretamente Pedro Coimbra, deputado socialista e membro da direção liderada por José Luís Carneiro. As acusações surgem num contexto de disputa interna no partido, sendo referido que António Campos apoia um dos candidatos à Federação de Coimbra.
De acordo com o regulamento de militância do PS, o não pagamento de quotas durante dois anos implica a suspensão dos direitos de militante. O mesmo regulamento estabelece que, após a regularização das quotas em atraso, o militante apenas recupera o direito de voto decorridos 60 dias.
Os autores da denúncia defendem o adiamento das eleições internas até ao esclarecimento das situações apontadas.
Nas informações divulgadas pela SIC Notícias e pelo Expresso é também referido que Pedro Coimbra já esteve envolvido num caso relacionado com alegadas falsificações de inscrições de militantes em Coimbra, descrito pelas publicações como um escândalo de caciquismo.
Contactado pela SIC para prestar esclarecimentos sobre as denúncias, José Luís Carneiro recusou comentar o assunto.
Até ao momento, não são conhecidos resultados de qualquer averiguação interna ou decisão formal do Partido Socialista relativamente às acusações apresentadas.