CHEGA chumba quase meio milhão de euros para a Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão: “Há prioridades mais importantes”
O CHEGA de Vila Nova de Famalicão anunciou que votou contra a proposta apresentada pela coligação PSD/CDS para a realização da 41.ª Feira de Artesanato e Gastronomia, cuja organização prevê um investimento público de cerca de 449 mil euros.
A decisão foi tomada na última reunião ordinária da Câmara Municipal e foi agora explicada pela Comissão Política Concelhia através de um comunicado enviado à comunicação social.
Segundo o partido, embora apoie a realização do evento e reconheça a importância dos artesãos, produtores e artistas envolvidos, considera que o valor previsto para a iniciativa é excessivo.
“Quinhentos mil euros é muito excessivo”
No comunicado, o vereador do CHEGA, Pedro Alves, justifica o voto contra, defendendo que o município deveria canalizar estes recursos para outras necessidades do concelho.
“Os gastos são excessivos nas festas. Mais uma vez achamos que existem investimentos muito mais importantes em Famalicão para ter em consideração. Quinhentos mil euros numa feira de artesanato e gastronomia é muito excessivo.”
Pedro Alves acrescenta que o partido pretende conhecer o impacto económico efetivo do certame.
“Gostaríamos de saber qual é o retorno real para os famalicenses, para o comércio local e para a restauração local.”
O autarca defende ainda que a feira deve ser reorganizada para potenciar a promoção dos produtos e da restauração do concelho.
CHEGA acusa executivo de “despesismo”
Na nota de imprensa, a estrutura concelhia considera que, perante as dificuldades enfrentadas por muitas famílias e empresas, o investimento previsto para a feira representa um exemplo de “despesismo”.
O partido sustenta que é possível manter a tradição da Feira de Artesanato e Gastronomia, mas com um modelo diferente e financeiramente mais contido, garantindo simultaneamente maior valorização dos produtores locais.
Partido promete manter oposição “responsável”
A Comissão Política Concelhia conclui reafirmando que continuará a exercer uma oposição “responsável, transparente e centrada nos interesses dos cidadãos”, defendendo uma gestão mais rigorosa dos recursos públicos e uma maior prioridade para investimentos considerados essenciais no concelho.