Diversões do Santo António de Vila Verde queixam-se de falta de clientes

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As diversões instaladas nas festas de Santo António, em Vila Verde, estão a viver dias bem mais calmos do que o esperado. Quem passa pelo recinto percebe rapidamente que faltam filas e o burburinho habitual que costuma marcar esta altura do ano.

Os proprietários dos carrosséis, carrinhos de choque e outras atrações falam num movimento fraco, sobretudo ao final da tarde e durante a noite. “Tem havido dias muito parados. As pessoas passam, olham, mas não entram”, conta um dos feirantes, com vários anos de presença nas festas vilaverdenses. Segundo explica, o investimento feito na montagem das diversões não está a ser compensado pela afluência de público.

A perceção é partilhada por outros operadores no recinto da feira. Alguns admitem que o número de foliões a aproveitar as diversões está claramente abaixo do habitual, mesmo em dias tradicionalmente mais fortes. As razões apontadas variam entre o aumento do custo de vida, que leva as famílias a cortar nos gastos, e a concorrência de outros eventos na região.

Apesar do ambiente festivo se manter, com música e bancas de comes e bebes, nota-se um contraste em relação a anos anteriores, quando as diversões eram um dos principais polos de atração das festas de Santo António. Para já, os feirantes mantêm a esperança de que os próximos dias tragam mais gente ao recinto e ajudem a equilibrar as contas.

Até lá, o sentimento dominante entre quem ali trabalha é de expectativa cautelosa e alguma frustração, numa festa que, pelo menos no que toca às diversões, está a ficar aquém do que se esperava.

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