Montenegro e Ventura reúnem-se em São Bento para “reunião de trabalho”
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o presidente do Chega, André Ventura, iniciaram esta quinta-feira uma reunião em São Bento, em Lisboa, encontro que o gabinete do chefe do Governo confirmou apenas como uma “reunião de trabalho”.
A reunião, que decorre na residência oficial do primeiro-ministro, não constava da agenda pública de Luís Montenegro, que tem agendada para as 16h00 uma visita à 62.ª Feira Nacional de Agricultura/72.ª Feira do Ribatejo, em Santarém.
O encontro acontece numa altura decisiva para a proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo. Na segunda-feira, André Ventura revelou que teria uma “reunião final” com o líder do PSD para discutir o diploma, remetendo para o resultado desse encontro a posição final do Chega e o futuro da proposta no Parlamento.
Apesar de reconhecer abertura ao diálogo por parte do Executivo, o líder do Chega tem insistido na necessidade de alterações ao texto. Entre as exigências do partido estão a redução da idade da reforma, maior proteção para trabalhadores por turnos e que realizam trabalho extraordinário, o fim das reformas vitalícias no âmbito laboral e político e a imposição de limites às chamadas reformas milionárias.
Na quarta-feira, Ventura mostrou-se convicto de que a proposta será votada na generalidade na Assembleia da República, considerando improvável que o diploma siga diretamente para a fase de especialidade sem votação prévia. Ainda assim, voltou a classificar o documento como “uma má proposta de lei” e reiterou críticas a algumas das medidas previstas, nomeadamente as relacionadas com a amamentação e com a idade da reforma.
A proposta do Governo será debatida em plenário no próximo dia 18 de junho, estando a votação na generalidade prevista para o dia seguinte. O sentido de voto do Chega poderá revelar-se determinante para o avanço da reforma laboral.