A Adega Cultural acolhe esta sexta-feira o encontro «LEADER: a política que transforma territórios», que reúne responsáveis políticos, especialistas e agentes locais. A iniciativa inclui a apresentação do Manifesto de Vila Verde pelo Futuro dos Territórios Rurais.
Vila Verde recebe esta sexta-feira, 30 de outubro, a Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural «LEADER: a política que transforma territórios», uma iniciativa que reúne representantes institucionais, responsáveis políticos, especialistas e agentes do desenvolvimento local para debater os desafios e as perspetivas dos territórios rurais.
A sessão de abertura decorreu na Adega Cultural de Vila Verde e contou com a presença da presidente da Câmara Municipal, Júlia Fernandes. O encontro é promovido pela Federação Minha Terra, em colaboração com a ATAHCA e com o apoio do Município de Vila Verde.
Na sua intervenção, Júlia Fernandes destacou a importância da agricultura e da valorização da identidade, das tradições e dos recursos locais enquanto elementos fundamentais para o desenvolvimento rural. A autarca chamou também a atenção para problemas como o despovoamento e a baixa natalidade, defendendo políticas públicas capazes de responder às necessidades das populações e reforçar a coesão territorial.
Um dos momentos centrais da conferência é a apresentação do Manifesto de Vila Verde pelo Futuro dos Territórios Rurais, documento que pretende afirmar a necessidade de políticas públicas próximas das comunidades e de instrumentos de financiamento ajustados às características e necessidades de cada território.
LEADER no centro do debate
O presidente da Federação Minha Terra, Jorge Rodrigues, destacou o contributo da abordagem LEADER para a valorização dos territórios rurais, salientando a capacidade dos Grupos de Ação Local para apoiar iniciativas nascidas nas comunidades e transformá-las em projetos com impacto no desenvolvimento local.
O responsável defendeu ainda a importância de garantir recursos estáveis e instrumentos adequados às diferentes realidades territoriais.
Por sua vez, o presidente da ATAHCA, Manuel Tibo, considerou que o LEADER representa mais do que um programa de financiamento, sendo uma metodologia de desenvolvimento que coloca as pessoas e as comunidades no centro das decisões.
Manuel Tibo sublinhou igualmente o papel das Associações de Desenvolvimento Local enquanto parceiras estratégicas das políticas públicas, destacando a proximidade, a experiência e o conhecimento que possuem dos territórios.
«O desenvolvimento local faz-se de projetos, de investimentos e de resultados, mas faz-se, acima de tudo e sempre, de pessoas», afirmou.
O presidente da ATAHCA defendeu que o próximo quadro comunitário, relativo ao período 2028-2034, deverá reforçar a abordagem LEADER, garantindo maior autonomia, financiamento adequado às necessidades locais e procedimentos mais simples.
Na sessão de abertura foi também assinalado o percurso de José da Mota Alves, reconhecido pelo seu contributo de 35 anos para a ATAHCA e para o desenvolvimento local, desde a fundação da associação, em 1991.
Três painéis sobre o futuro dos territórios rurais
Os trabalhos decorrem ao longo do dia, com três painéis temáticos dedicados aos resultados e ao impacto do LEADER, à participação das comunidades nos processos de decisão e ao futuro do LEADER e do Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) no próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia, para 2028-2034.
O programa inclui ainda a participação de representantes de instituições nacionais e europeias, responsáveis políticos e protagonistas de projetos de desenvolvimento local, num debate centrado no papel das comunidades e das políticas públicas na construção do futuro dos territórios rurais.



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