Estabelecimento de ensino de Braga alcançou o sexto lugar na classificação geral da Lusa. Entre as escolas públicas, a Secundária de Monção ficou em terceiro lugar e a Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, alcançou a sétima posição.
Os alunos das escolas públicas melhoraram os resultados nos exames nacionais de 2025, mas os estabelecimentos de ensino privados voltaram a dominar os primeiros lugares do ranking elaborado pela agência Lusa. O Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, destacou-se ao alcançar o sexto lugar da classificação geral, enquanto a Escola Secundária de Monção foi a terceira melhor escola pública do país.
Também no distrito de Viana do Castelo houve resultados de destaque. A Escola Básica e Secundária Pintor José de Brito alcançou o sétimo lugar entre os estabelecimentos públicos com melhores médias nos exames nacionais.
O ranking analisou os resultados de quase 600 escolas — 479 públicas e 91 privadas — que realizaram mais de 100 provas no ano passado. As médias nacionais aumentaram tanto no ensino público como no privado, embora os colégios continuem a ocupar os lugares cimeiros da tabela.
O Grande Colégio Universal, no Porto, voltou a liderar a classificação pelo segundo ano consecutivo, com uma média de 16,93 valores, numa escala de zero a 20, considerando as 231 provas realizadas nas 16 disciplinas analisadas pela Lusa. As classificações dos alunos ficaram muito próximas da média interna atribuída pelos professores, tendo mesmo superado esse valor em 0,04 pontos.
O segundo lugar foi ocupado pelo Colégio Nossa Senhora do Rosário, com 16,59 valores, seguido do Colégio Efanor, em Matosinhos, com 16,32 valores. A Academia de Música de Santa Cecília, na região de Lisboa, ficou em quarto lugar, seguida do Colégio Novo da Maia e do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga.
Completam os dez primeiros lugares o Colégio de S. Tomás, em Lisboa, os Salesianos de Lisboa – Colégio Oficinas de São José, o Colégio Nova Encosta, em Paços de Ferreira, e o Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra.
Conservatório do Porto lidera entre as escolas públicas
Na classificação geral, é necessário descer até ao 38.º lugar para encontrar a escola pública com melhor média: a Escola Artística do Conservatório de Música do Porto, que obteve 14,01 valores em 121 provas.
O resultado representa uma subida face ao ano anterior, quando a melhor escola pública tinha alcançado uma média de 13,85 valores e ocupado o 33.º lugar da tabela.
Entre as dez escolas públicas com melhores resultados surgem ainda duas escolas artísticas: a Soares dos Reis, no Porto, em oitavo lugar, e a António Arroio, em Lisboa, na nona posição.
A lista é liderada pela Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa. Seguem-se a Secundária de Monção, a Alves Martins, em Viseu, a Eça de Queirós, na Póvoa de Varzim, e o Colégio Militar, em Lisboa. A Escola Básica e Secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, ocupa o sétimo lugar, enquanto a Secundária Martinho Árias, em Soure, fecha o grupo das dez melhores públicas.
Norte concentra maioria das escolas acima da média
Os resultados evidenciam também diferenças geográficas. Sobretudo no ensino público, as escolas do Norte destacam-se: entre os 223 estabelecimentos com resultados acima da média nacional, 61,9% estão localizados nesta região.
Em sentido contrário, 61,7% das 60 escolas públicas com médias inferiores a dez valores encontram-se nos distritos de Lisboa e Setúbal.
No fundo da classificação geral surge a Escola Portuguesa da Guiné-Bissau, privada, com uma média de 6,66 valores nas 121 provas realizadas. Logo acima está a Escola Secundária da Baixa da Banheira, na Moita, com 7,09 valores.
Nesta última escola, a maioria dos alunos beneficia de apoio da Ação Social Escolar e apenas metade consegue concluir o ensino secundário em três anos. O estabelecimento está integrado no programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) e num quadro de zona pedagógica considerado carenciado, devido à insuficiência estrutural de professores.
Este contexto é também partilhado por outras escolas que surgem entre as dez com médias mais baixas, nomeadamente as secundárias de Odivelas, Camarate, em Loures, e Gil Vicente, em Lisboa.
A lista inclui ainda a Secundária José Cardoso Pires, em Loures, a Professor António da Natividade, em Mesão Frio, a Escola Portuguesa do Lubango, em Angola, a Secundária Jaime Cortesão, em Coimbra, e o Real Colégio de Portugal, em Lisboa.



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