Diligências decorrem na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da PJ e estão relacionadas com uma denúncia contra o diretor nacional Carlos Cabreiro.
O Ministério Público está a realizar buscas, esta quarta-feira, 23 de setembro, nas instalações da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAT) da Polícia Judiciária, no âmbito de uma investigação relacionada com alegadas escutas ilegais no processo Football Leaks, avançou o Expresso. A informação foi também noticiada pela RTP e pelo Correio da Manhã.
As diligências estão relacionadas com uma denúncia apresentada pelo coordenador da Polícia Judiciária David Freitas contra o diretor nacional da instituição, Carlos Cabreiro. Em causa estão suspeitas relacionadas com escutas alegadamente realizadas no âmbito da investigação ao caso Rui Pinto.
Investigação envolve alegada escuta a advogado de Rui Pinto
Segundo informações divulgadas por vários órgãos de comunicação social, os investigadores procuram registos que possam comprovar a realização de uma alegada escuta ao advogado Aníbal Pinto, durante um encontro com representantes da empresa de gestão desportiva Doyen, numa estação de serviço em Oeiras, em outubro de 2015.
A investigação surge na sequência de uma denúncia apresentada por David Freitas, que terá acusado Carlos Cabreiro de ter prestado falsas declarações em tribunal e de ter ordenado uma escuta que alegadamente havia sido proibida pelo Ministério Público. As suspeitas encontram-se sob investigação e não constituem, nesta fase, uma conclusão sobre a responsabilidade dos visados.
Documentos encontrados nos arquivos da PJ
De acordo com a informação publicada pelo Diário de Coimbra e pelo jornal O Vilaverdense, David Freitas terá encontrado, nos arquivos da UPAT, uma ordem de missão e um relatório relacionados com uma diligência realizada durante a investigação ao caso Rui Pinto.
A documentação poderá contrariar a versão apresentada por elementos da PJ durante o julgamento, segundo a qual não teria existido uma gravação da conversa entre Aníbal Pinto e representantes da Doyen.
Processo e diligências judiciais
O Ministério Público abriu um inquérito relacionado com a denúncia contra Carlos Cabreiro e outros responsáveis da Polícia Judiciária, tendo o processo sido remetido para o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, segundo o O Vilaverdense.
As buscas decorrem enquanto o tribunal analisa também questões relacionadas com o processo em que a inspetora Aida Freitas é julgada por alegadas falsas declarações. A leitura da sentença foi adiada, tendo sido determinada a audição de elementos da Polícia Judiciária e a análise de documentação junta ao processo.
A operação do Ministério Público encontra-se em desenvolvimento. As autoridades não divulgaram, nas informações consultadas, o resultado final das buscas.



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