Cerca de 300 camiões estão já confirmados para uma marcha lenta de protesto contra o aumento do preço dos combustíveis, com a organização a esperar que o número de adesões chegue ou ultrapasse as 500 viaturas.
A iniciativa está marcada para sexta-feira, 25 de setembro, e deverá juntar empresários ligados aos setores da extração de materiais, terraplanagem, escavação, movimentação e transporte de terras e inertes.
Segundo informação divulgada esta terça-feira, a marcha deverá começar junto à entrada de Lordelo da A42, seguindo depois pela A41, no sentido Norte-Sul, e pela A1, até Coimbra Sul. A previsão aponta para várias horas de circulação em marcha lenta.
Os promotores contestam o impacto que a subida do gasóleo está a provocar nas empresas e defendem que o setor está a ficar sem margem para absorver novos aumentos. De acordo com os empresários, o gasóleo terá passado de cerca de 1,59 euros por litro, em 27 de fevereiro, para aproximadamente 2,22 euros, representando uma subida de 63 cêntimos por litro.
Os empresários alegam ainda que os combustíveis representam uma parcela muito significativa dos custos das empresas e reclamam medidas de apoio semelhantes às existentes para outros setores dos transportes, incluindo mecanismos associados ao chamado gasóleo profissional.
Protesto poderá crescer
A organização admite que o número de participantes ainda possa aumentar nos próximos dias. Há também a possibilidade de empresários de outras regiões aderirem à mobilização, podendo mesmo ser organizada uma segunda marcha com partida do Carregado, em Alenquer, em direção a Coimbra.
O protesto surge num contexto de forte pressão sobre os preços dos combustíveis. O Governo anunciou recentemente o prolongamento de medidas destinadas a apoiar famílias e empresas, num pacote que, segundo o Executivo, ultrapassa os 700 milhões de euros.
Apesar dessas medidas, os empresários envolvidos na iniciativa consideram que o apoio atualmente disponível não responde às especificidades das suas atividades, sobretudo devido à elevada utilização de máquinas pesadas e camiões.
Com cerca de 300 camiões já confirmados e uma meta de pelo menos 500, a marcha lenta promete provocar condicionamentos na A42, A41 e A1 durante a manhã de sexta-feira.
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