GD Louro esclarece incidentes no jogo amigável frente ao Roriz e condena violência
Clube afirma que jogadores foram alvo de alegados episódios de xenofobia e racismo e lamenta agressão que provocou ferimentos graves num atleta do Roriz.
O Grupo Desportivo do Louro (GDLOURO) emitiu um comunicado para esclarecer os incidentes ocorridos no passado domingo, durante o jogo amigável frente ao Roriz, após notícias divulgadas na comunicação social sobre os acontecimentos.
Na declaração, o clube afirma que “não compactua nem se identifica com cenas de violência quer física, verbal, xenófoba ou racista”, sublinhando que a agressão cometida por um dos seus atletas não foi desvalorizada nem desculpabilizada pela direção.
Clube relata sequência de acontecimentos
Segundo a versão apresentada pelo GDLOURO, antes do episódio de violência, alguns dos seus jogadores terão sido vítimas de comportamentos que o clube classifica como xenófobos e racistas, alegadamente de forma continuada ao longo da partida.
O clube refere ainda que, a três minutos do final do encontro, o Roriz vencia por 6-0, tendo sido solicitado ao árbitro que terminasse a partida. De acordo com o comunicado, o pedido não foi aceite.
A direção do GDLOURO relata que, após a marcação de um livre na área da equipa, um jogador do Roriz terá agredido pelas costas um atleta do Louro, que reagiu à agressão. Apesar das tentativas de alguns elementos de ambas as equipas para controlar a situação, seguiram-se empurrões e tentativas de agressão.
No decorrer dos acontecimentos, um atleta do Roriz caiu no terreno de jogo e foi pontapeado na face por um jogador do GDLOURO.
O clube considera o ato “infeliz, inconsciente e despropositado”, reconhecendo que a agressão provocou ferimentos graves no atleta adversário. O comunicado destaca também que um jogador do Louro que se encontrava nas proximidades prestou assistência imediata ao atleta, tendo percebido a gravidade do seu estado.
Atleta foi ouvido pelas autoridades
O GDLOURO informa que o atleta responsável pela agressão foi isolado pelo staff do clube e permaneceu no local até à chegada da GNR, que recolheu um primeiro depoimento.
Segundo a direção, o jogador foi posteriormente transportado num veículo da GNR até à esquadra, por razões relacionadas com a sua segurança, para dar continuidade ao depoimento no âmbito da queixa apresentada.
O clube adianta ainda que o atleta se apresentou no Tribunal de Guimarães na segunda-feira, para ser ouvido em primeira instância, aguardando agora o desenvolvimento do processo criminal.
Por iniciativa própria, o jogador decidiu interromper a sua atividade desportiva, independentemente de uma eventual decisão disciplinar do GDLOURO.
Comitiva escoltada pela GNR
O comunicado aborda também o regresso da equipa e do staff após o encontro. De acordo com o clube, a comitiva teve de ser escoltada pela GNR de Barcelos e, posteriormente, pela GNR de Famalicão, durante o trajeto entre Barcelos e Famalicão.
A direção justifica a escolta com alegadas ameaças de adeptos do Roriz dirigidas à comitiva do GDLOURO, afirmando que a medida foi necessária para garantir a segurança dos jogadores e elementos do staff.
O clube salienta que, até ao momento, tinha realizado sete jogos de pré-época sem qualquer incidente. Entre os encontros disputados, destaca a participação, no sábado anterior, na apresentação da equipa vizinha do Viatodos, onde, segundo o GDLOURO, tudo decorreu normalmente.
Apelo contra a violência no futebol
Na parte final do comunicado, o Grupo Desportivo do Louro volta a lamentar os acontecimentos e manifesta o desejo de uma rápida recuperação ao atleta do Roriz.
“Para o GDLOURO o futebol não é nem pode ser palco de xenofobia, racismo ou violência da mais diversa ordem”, afirma o clube.
A direção termina reforçando a sua posição contra qualquer forma de violência, defendendo que o futebol deve ser vivido num ambiente de respeito e segurança para todos os intervenientes.



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