O futuro do estacionamento pago à superfície no centro de Vila Verde começa a ganhar espaço na discussão política local. Filipe Silva, do Partido Socialista (PS), e Branca Malheiro, do Chega, defendem que a autarquia deve iniciar desde já a preparação da solução que será aplicada após setembro de 2027, altura em que termina a atual concessão à Sociparque.
A posição surge na sequência da decisão tomada pela Câmara Municipal de Vila Verde, que aprovou por unanimidade a não renovação da concessão do estacionamento pago à superfície e do parque subterrâneo à empresa concessionária. O contrato relativo ao estacionamento à superfície termina a 18 de setembro de 2027, após 20 anos de vigência.
Para os dois responsáveis políticos, o fim da concessão representa uma oportunidade para o município repensar o modelo de estacionamento existente, mas também exige planeamento antecipado para evitar indefinições quando chegar o momento da transição.
Filipe Silva e Branca Malheiro consideram que a autarquia deve começar a trabalhar, com antecedência, numa solução que tenha em conta as necessidades dos moradores, comerciantes, trabalhadores e visitantes do centro urbano de Vila Verde.
A questão ganha particular relevância tendo em conta o historial de polémicas associado à exploração do estacionamento pago no concelho. Ao longo dos anos, a relação entre o Município e a Sociparque foi marcada por divergências relacionadas com a fiscalização, o modelo de exploração e o equilíbrio económico-financeiro da concessão.
Em 2024, o executivo municipal já tinha aprovado o início de negociações com a empresa tendo em vista o chamado resgate da concessão, considerando então que o modelo existente poderia não defender adequadamente o interesse público. Mais recentemente, em julho de 2026, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga julgou improcedente uma ação movida pela Sociparque contra o Município, na qual estavam em causa mais de 1,6 milhões de euros.
Com o término da concessão previsto para setembro de 2027, a autarquia terá agora pela frente o desafio de definir se pretende manter algum modelo de estacionamento tarifado, alterar o sistema atualmente existente ou avançar para uma solução diferente de gestão do espaço público.
A discussão promete intensificar-se nos próximos meses, numa altura em que os partidos locais começam a exigir que o futuro do estacionamento seja preparado com tempo e debatido publicamente.
Para Filipe Silva e Branca Malheiro, a principal preocupação é garantir que Vila Verde não chega a setembro de 2027 sem uma estratégia definida para os lugares de estacionamento no centro da vila.



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