Tomate chucha, pão de forma sem côdea e atum em óleo vegetal registaram algumas das maiores subidas na última semana. Desde o início do ano, o cabaz monitorizado pela DECO PROteste já encareceu 5,85%.
O preço do cabaz alimentar essencial voltou a aumentar em Portugal pela terceira semana consecutiva, atingindo os 255,97 euros, segundo a análise semanal da DECO PROteste divulgada esta quarta-feira. Face à semana anterior, a subida foi de 72 cêntimos.
O cabaz acompanhado pela organização de defesa do consumidor é composto por 63 produtos alimentares essenciais, cujos preços são monitorizados semanalmente nos principais supermercados com lojas online. A DECO PROteste iniciou esta monitorização em janeiro de 2022.
Desde o início de 2026, comprar os mesmos 63 produtos custa agora mais 14,15 euros, o que corresponde a uma subida de 5,85%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento é de 15,59 euros, ou 6,49%.
A diferença é ainda mais expressiva quando comparada com janeiro de 2022. Atualmente, o cabaz custa mais 68,27 euros do que no início da monitorização, o equivalente a um aumento acumulado de 36,37%.
Tomate lidera subidas da última semana
Entre 9 e 12 de setembro, o tomate chucha foi o produto que mais aumentou de preço entre os bens analisados pela DECO PROteste. A subida foi de 18%, passando para 2,68 euros por quilograma.
Seguiram-se o pão de forma sem côdea, cujo preço aumentou 11%, para 2,61 euros, e o atum posta em óleo vegetal, que ficou 9% mais caro, atingindo 1,61 euros.
A evolução semanal contrasta com a análise anterior, na qual o carapau e a curgete tinham registado algumas das maiores subidas. Na semana de 9 de setembro, o cabaz tinha ficado nos 255,26 euros.
Pescado entre os produtos que mais encareceram num ano
Na comparação com setembro de 2025, são sobretudo alguns produtos de pescado que apresentam aumentos significativos.
O carapau está agora 30% mais caro, custando 5,82 euros por quilograma. O bacalhau graúdo aumentou 29%, para 20,06 euros/kg, enquanto o robalo registou uma subida de 27%, passando para 10,35 euros/kg.
Carne de novilho mais do que duplicou desde 2022
A comparação com o início da monitorização da DECO PROteste evidencia aumentos ainda mais elevados em alguns produtos.
A carne de novilho para cozer é atualmente o produto com maior aumento percentual desde janeiro de 2022: 117%, passando a custar 12,62 euros por quilograma.
Também o bacalhau graúdo e a couve-coração registam aumentos acumulados de 89%. O primeiro custa atualmente 20,06 euros/kg, enquanto a couve-coração chega aos 1,87 euros.
A evolução dos preços ocorre depois de vários momentos de forte subida ao longo de 2026. Em março, por exemplo, o cabaz tinha atingido um novo máximo histórico, chegando aos 254,32 euros, e em maio ultrapassou novamente os 261 euros.
A DECO PROteste salienta que o valor apresentado corresponde ao custo de um conjunto fixo de 63 bens e serve para acompanhar a evolução dos preços, não representando necessariamente o valor pago por todas as famílias, uma vez que os hábitos de consumo, marcas escolhidas e promoções podem variar.
A organização disponibiliza ainda uma ferramenta de comparação de preços entre supermercados, permitindo aos consumidores verificar onde podem encontrar os produtos do cabaz a preços mais baixos.



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