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Empresário de Vila Verde burlou médico Fernando Póvoas em 1,2 milhões de euros

Empresário envolvido na morte de ladrão do gang do Rolex condenado por burlar Fernando Póvoas em 1,2 milhões Empresário, conhecido pela alcunha de “Suíço”, foi condenado em julho a quatro anos de prisão, com pena suspensa por cinco anos. Tribunal determinou ainda a devolução dos 1,2 milhões de euros ao médico. O empresário de 37…

Empresário envolvido na morte de ladrão do gang do Rolex condenado por burlar Fernando Póvoas em 1,2 milhões

Empresário, conhecido pela alcunha de “Suíço”, foi condenado em julho a quatro anos de prisão, com pena suspensa por cinco anos. Tribunal determinou ainda a devolução dos 1,2 milhões de euros ao médico.

O empresário de 37 anos envolvido no atropelamento mortal de um elemento do chamado gang do Rolex, em Lisboa, foi condenado em julho por burla qualificada e branqueamento de capitais num processo relacionado com o médico Fernando Póvoas.

Segundo o Correio da Manhã, citado pelo Record, o homem, conhecido pela alcunha de “Suíço”, foi condenado pelo Tribunal do Bolhão, no Porto, a quatro anos de prisão, pena que ficou suspensa por cinco anos. A suspensão está condicionada à entrega de 50 mil euros a Fernando Póvoas.

O tribunal considerou provado que o empresário criou uma imagem de elevado sucesso financeiro e alegou ter contactos privilegiados com figuras como a empresária Isabel dos Santos e a então ministra da Indústria de Angola para conquistar a confiança do médico.

De acordo com a sentença, o arguido chegou a apresentar-se como gestor de fortunas e ofereceu prendas a Fernando Póvoas, entre elas um papagaio. Depois de estabelecer uma relação de proximidade com o médico, afirmou que conseguia desbloquear dinheiro que este tinha em Angola, onde tinha aberto uma clínica.

O primeiro acordo terá envolvido 500 mil euros, mediante o pagamento de uma comissão de 100 mil euros. Em fevereiro de 2018, o empresário terá convencido posteriormente Póvoas a entregar-lhe mais um milhão de euros, dividido em duas tranches, alegando que estava em Angola e que a mulher necessitava do dinheiro para obras em casa. O médico terá ainda entregado outros 120 mil euros.

A decisão judicial determinou que o empresário devolva os 1,2 milhões de euros a Fernando Póvoas. Segundo o médico, citado pelo Correio da Manhã, até ao momento não recebeu qualquer quantia.

O processo envolveu ainda uma operação relacionada com um milhão de euros que o empresário alegadamente pretendia movimentar através da conta bancária de Póvoas em Angola. Segundo a sentença, o esquema servia para reforçar a aparência de sucesso financeiro e de existência de investidores.

Empresário contesta condenação

Apesar da condenação, o empresário nega ter cometido a burla e anunciou que vai recorrer da decisão. Ao Correio da Manhã, afirmou considerar a sentença uma injustiça e alegou ter provas de que os 1,2 milhões de euros correspondem, na realidade, a uma doação.

O arguido afirmou ainda que apresentará essas provas no recurso e acusou uma testemunha de ter sido subornada por Fernando Póvoas. Durante o julgamento, essa testemunha fez essa alegação, mas o juiz considerou o depoimento sem credibilidade.

Condenação surge dias depois do caso do gang do Rolex

A condenação tornou-se pública poucos dias depois de o mesmo empresário ter estado envolvido num caso que provocou a morte de um alegado membro do gang do Rolex.

A 25 de agosto, em Lisboa, o empresário foi alvo de um assalto em que lhe terão sido roubados relógios e um fio, avaliados em cerca de 100 mil euros. Segundo a PSP, quatro suspeitos, distribuídos por dois motociclos, participaram na ação.

Após o roubo, o condutor iniciou uma perseguição. Na Avenida de Berlim, uma das motas acabou por se despistar depois de embater com o BMW. O passageiro caiu e morreu no local. Os restantes suspeitos fugiram.

O empresário foi posteriormente constituído arguido no âmbito da investigação à morte. O homem sustenta que foi ameaçado com uma arma durante o assalto e rejeita ter tido intenção de provocar a morte do suspeito. A investigação está a cargo das autoridades judiciárias.

Assim, o mesmo homem surge agora associado a dois processos distintos: num deles, foi condenado por burla qualificada e branqueamento de capitais relacionados com 1,2 milhões de euros entregues por Fernando Póvoas; no outro, está a ser investigado na sequência da morte de um alegado assaltante durante uma perseguição em Lisboa.

Fontes

A informação sobre a condenação foi avançada pelo Correio da Manhã e reproduzida pelo Record e por outros órgãos de comunicação social.

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