Assalto durante a madrugada deixou também desaparecidos dois selos brancos do Registo Civil e cerca de 500 euros em numerário. PSP alerta para o elevado valor destes documentos no mercado negro.
A Conservatória do Registo Civil de Chaves foi alvo de um assalto durante a madrugada de quarta-feira, numa incursão que resultou no furto de 500 Cartões de Cidadão, 200 passaportes e dois selos brancos do Registo Civil, além de dinheiro que se encontrava guardado num cofre.
Os assaltantes terão arrombado a entrada principal da conservatória para entrar nas instalações. No interior, levaram documentos oficiais ainda por preencher, os selos utilizados para conferir autenticidade à documentação e dois cofres que continham cerca de 500 euros em numerário.
Uma fonte oficial da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Vila Real confirmou o furto e classificou o material levado como de “alto valor no mercado negro”.
O desaparecimento dos documentos está a provocar especial preocupação devido ao potencial uso por redes de criminalidade organizada. Cartões de Cidadão e passaportes legítimos podem ser utilizados de forma fraudulenta para facilitar esquemas de falsificação de identidade, imigração ilegal, tráfico de seres humanos e operações financeiras ilícitas.
Ainda mais sensível é o furto dos dois selos brancos do Estado português, instrumentos destinados a autenticar documentação oficial. A sua utilização indevida poderá permitir conferir uma aparência de autenticidade a documentos falsificados.
Após o alerta, equipas de investigação criminal da PSP deslocaram-se ao local e procederam ao isolamento da área, tendo sido recolhidos vestígios e impressões digitais que poderão ajudar a identificar os autores e a determinar o percurso seguido após o assalto.
Pelas características e pela natureza do material furtado, a investigação deverá agora passar para a Polícia Judiciária, que poderá assumir a condução do processo.
O furto dos documentos representa um alerta para os riscos associados à utilização fraudulenta de identidades e à circulação de documentação oficial no mercado negro, sobretudo quando estão envolvidos documentos emitidos pelo Estado português.



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