Braga vive verão histórico com ocupação hoteleira a atingir 75% e 90 mil dormidas projetadas
Capital do Minho reforça posição como destino turístico e deixa de ser apenas um ponto de passagem. Município prevê taxa de ocupação de 90% em agosto
Braga está a viver um dos melhores verões de sempre no setor do turismo, com as ruas da cidade a registarem uma forte afluência de visitantes nacionais e estrangeiros. A taxa de ocupação hoteleira chegou aos 75% em julho e a autarquia antecipa que possa atingir os 90% durante agosto, num mês que poderá ficar marcado pelas 90 mil dormidas.
Os números confirmam a trajetória de crescimento que Braga tem vindo a registar nos últimos anos e reforçam a afirmação da capital do Minho como um destino turístico de permanência, e não apenas como uma cidade de passagem.
O movimento é particularmente visível no centro urbano, onde o aumento do número de visitantes se tem refletido no comércio de rua, na restauração e na hotelaria. A cidade recebe, nesta altura do ano, turistas portugueses e estrangeiros, mas também muitos emigrantes que regressam a Braga e às suas terras de origem durante o período de férias.
Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, os resultados demonstram que a estratégia desenvolvida pelo município, em articulação com os diferentes agentes do território, está a produzir resultados.
“Braga deixou definitivamente de ser um ponto de passagem para se afirmar como um destino apetecível que merece mais do que um dia para visitar e usufruir”, afirma o autarca, destacando os dados registados no primeiro semestre de 2026 e as perspetivas para os meses de verão.
Segundo João Rodrigues, o crescimento da capacidade hoteleira não impediu a cidade de continuar a bater recordes de procura. “Registar uma taxa de ocupação de 75% em julho e perspetivar 90% em agosto, projetando o valor histórico de 90 mil dormidas num único mês, é um excelente sinal”, sublinha.
O presidente da Câmara considera ainda que os números demonstram uma mudança no perfil da relação dos visitantes com a cidade. “Os nossos visitantes, assim como os emigrantes que ano após ano regressam a casa, encontram hoje uma cidade viva. Não vêm apenas por umas horas, mas sim para ficar”, refere.
Turismo com impacto na economia local
O aumento da procura turística tem também um efeito direto na economia local. O maior número de visitantes traduz-se em maior movimento nos estabelecimentos comerciais, restaurantes e unidades hoteleiras, contribuindo para dinamizar diferentes setores da economia bracarense.
A autarquia destaca, neste contexto, a importância do património histórico e cultural da cidade, bem como a diversidade da oferta existente, como fatores determinantes para captar visitantes e prolongar a sua estadia.
“Temos património e uma oferta cultural diversificada e não faltam motivos para visitar Braga”, afirma João Rodrigues, considerando que o atual fluxo turístico está a “fortalecer a economia local e consolidar o posicionamento no mapa turístico nacional e internacional”.
Apesar do crescimento, o Município de Braga garante que pretende manter o equilíbrio entre a atração turística e a preservação da identidade da cidade. A estratégia passa por assegurar uma experiência de qualidade para quem visita Braga, sem descurar o bem-estar e o sentimento de pertença de quem vive na cidade e dos emigrantes que regressam às suas origens.
Com as perspetivas para agosto a apontarem para uma taxa de ocupação hoteleira de 90% e cerca de 90 mil dormidas, Braga prepara-se assim para fechar um verão que poderá ficar inscrito como um dos mais fortes da história recente do turismo na cidade.



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