Vítima do “Gang do Rolex” é constituída arguida e gera onda de apoio nas redes sociais
O caso do homem que foi assaltado pelo chamado “Gang do Rolex” e que perseguiu os suspeitos antes de abalroar uma das scooters continua a gerar forte polémica. Depois de ter sido constituído arguido pela morte de um dos assaltantes, multiplicam-se nas redes sociais as mensagens de apoio ao condutor.
O homem que foi vítima de um violento assalto em Lisboa, atribuído ao chamado “Gang do Rolex”, acabou constituído arguido na sequência da perseguição aos suspeitos que terminou com a morte de um dos alegados assaltantes.
O episódio aconteceu na Avenida de Berlim, em Lisboa. Segundo a informação divulgada pela imprensa, o grupo, composto por quatro indivíduos que circulavam em duas scooters, terá roubado ao condutor de um BMW dois relógios Rolex e um fio, num valor estimado em cerca de 100 mil euros.
Após o assalto, o condutor iniciou uma perseguição aos suspeitos e acabou por embater numa das scooters. Os dois ocupantes foram projetados para a faixa de rodagem e um deles acabou por ser mortalmente atropelado por um Mercedes que circulava no local. O condutor do segundo veículo não estaria relacionado com o assalto.
Apesar de não ter sido o responsável direto pelo atropelamento mortal, o homem que conduzia o BMW foi constituído arguido por ofensa à integridade física agravada pelo resultado morte, uma vez que as autoridades consideram que a perseguição e o embate na scooter terão desencadeado a sequência de acontecimentos que terminou na morte do suspeito. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária de Lisboa.
“Abençoado condutor” e pedidos de apoio
A decisão provocou uma forte reação nas redes sociais, onde muitos utilizadores manifestam solidariedade com o homem que foi inicialmente vítima do assalto.
Entre as mensagens que circulam está um texto dirigido simbolicamente a um juiz, no qual um utilizador pede a “absolvição” do condutor, argumentando que este teria protegido outras pessoas de futuros assaltos.
Outra mensagem que ganhou destaque termina com a expressão “Abençoado condutor” e manifesta disponibilidade para participar numa eventual “vaquinha” destinada a ajudar o homem a suportar eventuais despesas judiciais.
Também se multiplicam comentários de apoio e de indignação perante a possibilidade de a vítima de um assalto acabar envolvida num processo criminal na sequência dos acontecimentos.
Constituição como arguido não significa condenação
Apesar da revolta manifestada nas redes sociais, a constituição como arguido não significa que o condutor seja culpado. Trata-se de uma condição processual que permite à investigação apurar se existe responsabilidade criminal e garante ao visado os respetivos direitos de defesa.
Agora, caberá à investigação reconstruir ao pormenor toda a sequência dos acontecimentos: desde o momento em que ocorreu o assalto, passando pela perseguição e pelo embate na scooter, até ao atropelamento mortal.
O caso volta, assim, a colocar no centro do debate a questão dos limites da reação de uma vítima perante um assalto e até onde pode ir a perseguição de suspeitos depois de um crime já consumado.Se quiseres, posso também fazer , com um título do género: “Foi assaltado, perseguiu os ladrões e acabou arguido: redes sociais lançam onda de apoio ao condutor”.uma versão **mais forte e polémica, ao estilo de notícia para Facebook**



Deixe um comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.