Paróquia de Vila Verde revoltada com saída do padre Carlos Lopes

A saída do padre Carlos Lopes da paróquia de Vila Verde está a gerar forte contestação entre os paroquianos. Nas redes sociais sucedem-se as publicações e os comentários de desagrado perante uma mudança que é descrita por vários fiéis como “injusta” e tomada sem ouvir a comunidade local.

A decisão de substituir o padre Carlos Lopes pelo padre Sandro Vasconcelos surge numa das maiores mudanças dos últimos anos na vida da Igreja no concelho de Vila Verde. A alteração está a provocar uma onda de reacções entre paroquianos, que defendem que decisões desta natureza deveriam ser tomadas “ouvindo os paroquianos” e não “ao longe por quem não vive diariamente a vida das paróquias”.

Entre as dezenas de comentários publicados nas redes sociais, há quem questione directamente a forma como são tomadas as decisões relativas às comunidades paroquiais. “Uma paróquia destrói-se de dentro para fora”, pode ler-se numa das publicações, que critica uma alegada “inversão de prioridades” e a substituição da identidade espiritual da comunidade por uma lógica “burocrática ou política”.

O mesmo comentário aponta ainda o dedo ao que descreve como uma crescente disputa de protagonismos dentro da paróquia. “Onde há disputa de egos, o Espírito Santo retira-se”, escreve o autor, numa reflexão que também recupera o alerta do Papa Francisco para o perigo de transformar a Igreja numa “ONG piedosa”.

A crítica estende-se ao funcionamento das comunidades. “A paróquia torna-se uma máquina eficiente, mas fria”, refere outra passagem da publicação, que questiona a prioridade dada à organização e à gestão em detrimento da escuta e do acompanhamento das pessoas.

A saída do padre Carlos Lopes é, contudo, o principal motivo de indignação entre os paroquianos. “É muito triste o afastamento do Sr. Padre, uma pessoa da nossa terra e que está sempre disponível”, escreveu uma fiel. “Gratidão por tudo o que fez por nós e todo o tempo que nos dedicou. Obrigada. Um bem-haja para o Sr. Padre Carlos.”

Noutro comentário, a contestação assume um tom ainda mais duro. “Amigo, era assim, vazias de fiéis, que as nossas igrejas deveriam estar durante algum tempo, como sinal de desagrado, descontentamento e ingratidão”, pode ler-se. “Nada justifica tamanha injustiça!”, acrescenta o autor.

A polémica surge num momento de mudança na organização pastoral da Igreja no concelho de Vila Verde, com o padre Carlos Lopes a ser substituído pelo padre Sandro Vasconcelos. A decisão está a provocar uma reacção pública pouco habitual e revela o descontentamento de uma parte significativa dos paroquianos, que têm vindo a manifestar nas redes sociais o seu apoio ao sacerdote cessante e a contestar a forma como a mudança foi conduzida.

Até ao momento, a discussão tem sido sobretudo marcada pelas reacções dos fiéis nas redes sociais. A comunidade aguarda agora os próximos passos desta mudança pastoral.

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