Secundária de Vila Verde abriu portas à noite para divulgação das notas dos exames

Escola Secundária de Vila Verde abre portas à noite para divulgação das notas dos exames em dia marcado pela polémica nacional

A Escola Secundária de Vila Verde anunciou uma abertura excecional das suas instalações para permitir aos alunos consultarem presencialmente as classificações dos exames nacionais, num dia marcado por atrasos e constrangimentos em todo o país.

Num aviso publicado pela escola, é informado que o estabelecimento esteve aberto na sexta-feira, 17 de julho, entre as 23h00 e a meia-noite, e reabriu esta sábado, 18 de julho, entre as 10h00 e as 12h00. As pautas com as classificações encontram-se afixadas, podendo os estudantes consultar os resultados presencialmente.

A decisão surge num contexto excecional, depois de milhares de alunos terem esperado até ao final do dia de quinta-feira pela divulgação das notas da primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário.

Este ano, o processo de classificação ficou envolvido numa das maiores polémicas dos últimos anos. A introdução do novo sistema de digitalização e correção eletrónica das provas foi marcada por falhas técnicas, atrasos na distribuição dos exames aos professores classificadores e dificuldades informáticas que obrigaram o Ministério da Educação a rever o calendário inicialmente previsto.

Embora o Governo tenha garantido que as classificações chegariam às escolas durante a tarde de 17 de julho, muitas apenas receberam as pautas ao início da noite, levando alguns estabelecimentos de ensino, como a Escola Secundária de Vila Verde, a abrir portas em horário noturno para assegurar que os alunos pudessem conhecer os seus resultados sem esperar pelo dia seguinte.

A controvérsia não terminou com a divulgação das notas. O Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) confirmou que algumas provas foram publicadas com a indicação de “suspenso”, devido à existência de itens ainda por classificar ou em situação de verificação, prometendo definir posteriormente os procedimentos aplicáveis a esses casos.

Entretanto, a oposição levou o tema ao Parlamento e a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou uma queixa contra o Governo, acusando o Ministério da Educação de má gestão do processo. O ministro Fernando Alexandre reconheceu os constrangimentos, mas garantiu que o calendário do concurso nacional de acesso ao ensino superior não será alterado.

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