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Ministro não abdica “de um pica no chão e de uma malga de vinho”

O ministro da Agricultura afirmou esta semana, na Assembleia da República, que não aceita imposições ideológicas nas ementas das escolas públicas e deixou claro que não abdica “de um pica no chão e de uma malga de vinho”, numa intervenção que gerou reações imediatas dentro e fora do hemiciclo. As declarações surgiram durante um debate…

Ministro não abdica “de um pica no chão e de uma malga de vinho”

O ministro da Agricultura afirmou esta semana, na Assembleia da República, que não aceita imposições ideológicas nas ementas das escolas públicas e deixou claro que não abdica “de um pica no chão e de uma malga de vinho”, numa intervenção que gerou reações imediatas dentro e fora do hemiciclo.

As declarações surgiram durante um debate sobre orientações alimentares no ensino público, após críticas à exclusão da carne de vaca de algumas ementas escolares. Para o governante, esse tipo de decisão não faz sentido nem responde à diversidade alimentar do país.

“Não aceito que me imponham a ementa”, afirmou, defendendo que as escolhas alimentares nas escolas devem ser livres, informadas e equilibradas, não o resultado de imposições unilaterais ou de leituras ideológicas. O ministro considerou que retirar determinados alimentos da oferta escolar pública empobrece a resposta nutricional e ignora a realidade da produção nacional.

Na sua intervenção, sublinhou ainda que a sustentabilidade ambiental não é incompatível com a agricultura nem com a produção animal. Pelo contrário, disse, são áreas que se reforçam mutuamente quando existe gestão responsável. “A sustentabilidade ambiental, a agricultura e a produção animal não são incompatíveis. Devem caminhar lado a lado”, afirmou.

A referência ao “pica no chão” e à “malga de vinho” foi interpretada como uma evocação das tradições rurais e alimentares portuguesas, num discurso que procurou recentrar o debate nas raízes do território e no papel dos agricultores.

As palavras do ministro dividiram opiniões no Parlamento. Alguns deputados elogiaram a defesa da liberdade de escolha e da produção nacional, enquanto outros consideraram que o discurso simplifica um debate complexo sobre alimentação saudável e políticas públicas nas escolas.

O tema das ementas escolares deverá voltar à agenda política nas próximas semanas, à medida que o Governo trabalha novas orientações para a alimentação em contexto educativo. Entretanto, o ministro deixou clara a sua posição: a mudança não pode passar pela imposição nem pela exclusão.

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