CHEGA afirma estar pronto para governar e promete resolver problemas deixados pelo PS e PSD
O CHEGA reforça a sua ambição de chegar ao Governo e apresenta-se como uma alternativa política ao Partido Socialista (PS) e ao Partido Social Democrata (PSD), responsabilizando os dois partidos por vários dos problemas que continuam a marcar o país.
«No fim de contas, é muito fácil de entender: o CHEGA está pronto para governar e resolver as trapalhadas que o PS e o PSD nos deixaram», afirma o partido numa publicação divulgada nas suas plataformas de comunicação.
A mensagem surge numa altura em que André Ventura procura consolidar a posição do CHEGA como principal alternativa ao atual quadro político e preparar o partido para assumir responsabilidades governativas.
A intenção de chegar ao poder está também expressa na moção de recandidatura de André Ventura à liderança do partido, cujo objetivo central passa por levar o CHEGA ao Governo de Portugal e promover mudanças na governação do país.
A estratégia política do partido assenta em várias áreas consideradas prioritárias, nomeadamente o combate à corrupção, a segurança, a redução da carga fiscal, a habitação, a saúde e o controlo da imigração.
Entre as medidas apresentadas por André Ventura na sua moção estão a redução de impostos sobre a habitação própria e permanente, através de propostas relativas ao IMI, IMT e Imposto do Selo, bem como a aplicação de IVA de 6% nas obras de reabilitação. Na saúde, o partido defende um modelo que envolva os setores público, privado e social, apresentando ainda propostas para reforçar a capacidade hospitalar em várias regiões do país.
André Ventura pede maturidade e capacidade para governar
No sábado, 31 de outubro, durante as eleições diretas do partido, André Ventura voltou a insistir na necessidade de demonstrar maturidade política e capacidade para assumir responsabilidades governativas.
O líder do CHEGA, que foi o único candidato à presidência, defendeu que o partido deve estar preparado para governar e acusou o PS e o PSD de poderem procurar entendimentos para impedir que o CHEGA chegue ao poder.
A eleição interna antecede a 7.ª Convenção Nacional do partido, agendada para os dias 20, 21 e 22 de novembro, no Entroncamento.
Com esta mensagem, o CHEGA procura reforçar a ideia de que deixou de ser apenas uma força de protesto para se apresentar como uma alternativa de governação. Resta agora perceber se conseguirá transformar as suas propostas e promessas políticas num projeto de Governo capaz de responder aos desafios económicos e sociais de Portugal.



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