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“Chega às vezes é mais socialista do que o PS”, diz ministro Pinto Luz

“Chega às vezes é mais socialista do que o PS”, diz ministro Pinto Luz No dia em que Luís Montenegro e André Ventura voltam a sentar-se à mesma mesa para discutir a reforma da legislação laboral proposta pelo Governo, o ministro das Infraestruturas e Habitação lançou críticas duras ao Partido Socialista e deixou uma leitura…

“Chega às vezes é mais socialista do que o PS”, diz ministro Pinto Luz

“Chega às vezes é mais socialista do que o PS”, diz ministro Pinto Luz

No dia em que Luís Montenegro e André Ventura voltam a sentar-se à mesma mesa para discutir a reforma da legislação laboral proposta pelo Governo, o ministro das Infraestruturas e Habitação lançou críticas duras ao Partido Socialista e deixou uma leitura inesperada sobre o posicionamento do Chega.

Em entrevista ao podcast Política com Assinatura, da Antena 1, Miguel Pinto Luz afirmou que “o Chega, às vezes, é mais socialista do que o PS”, sustentando que o partido liderado por Ventura tem assumido “posições públicas sobre temas absolutamente fraturantes” que o colocam, em alguns momentos, “mais à esquerda que o PS”.

O ministro reconhece que negociar com o Chega “é tudo menos fácil”, mas sublinha que o Governo fala com todas as forças políticas. “Em sede da Assembleia da República temos de encontrar esses equilíbrios”, afirmou.

Questionado sobre o percurso parlamentar da reforma laboral, e sobre a hipótese de a proposta seguir diretamente para a especialidade sem votação na generalidade, Pinto Luz afastou-se da decisão. “Isso é algo que cabe ao grupo parlamentar, à minha colega do Trabalho e ao senhor primeiro-ministro”, disse.

Críticas ao PS e ao “ziguezague” político

Mais do que elogiar o Chega, o governante aproveitou a entrevista para apontar o dedo ao Partido Socialista, que acusa de falta de coesão interna. “Negociar com o PS é negociar com um partido dividido, ziguezagueante, que muitas vezes privilegia taticismo ou ganhos de curto prazo”, afirmou.

Segundo Miguel Pinto Luz, essa divisão interna compromete a capacidade negocial dos socialistas e fragiliza o debate político. “É um partido profundamente dividido e isso traz menos salubridade e saúde à negociação”, acrescentou.

Orçamento do Estado volta a aquecer o discurso

O tom crítico manteve-se quando o tema passou para o Orçamento do Estado para 2027. Comentando as recentes declarações de Ferro Rodrigues, que apelou ao PS para não viabilizar o próximo orçamento, o ministro classificou essa posição como uma deriva “a resvalar para a irresponsabilidade”.

“Isso não é política séria”, afirmou, dizendo não acreditar que o PS e o seu líder, José Luís Carneiro, possam tomar decisões “de forma ligeira” sobre um documento que ainda não conhecem.

Miguel Pinto Luz garantiu ainda que o PS “não é afastado de coisa nenhuma”, acusando o partido de se colocar “sistematicamente de fora de qualquer negociação”, numa altura em que o Governo procura apoios para avançar com reformas estruturais, em particular no dossiê laboral.

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