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Comprou gasolina, pesquisou cocktails Molotov e avançou para o Parlamento

Homem de 39 anos está em prisão preventiva por suspeitas de infrações terroristas, posse de arma proibida e crimes de perigo. Defesa recorre e nega motivação ideológica. O homem suspeito de ter lançado um cocktail Molotov contra participantes da Marcha Pela Vida, junto à Assembleia da República, terá comprado gasolina na manhã do ataque e…

Comprou gasolina, pesquisou cocktails Molotov e avançou para o Parlamento

Homem de 39 anos está em prisão preventiva por suspeitas de infrações terroristas, posse de arma proibida e crimes de perigo. Defesa recorre e nega motivação ideológica.

O homem suspeito de ter lançado um cocktail Molotov contra participantes da Marcha Pela Vida, junto à Assembleia da República, terá comprado gasolina na manhã do ataque e pesquisado na internet como fabricar o engenho incendiário antes de se dirigir para o Parlamento.

O caso aconteceu a 21 de março, em Lisboa, durante a manifestação Marcha Pela Vida. O engenho, uma garrafa com gasolina, foi arremessado na direção dos manifestantes, mas não chegou a deflagrar. Algumas pessoas terão sido atingidas pelo combustível.

O suspeito, de 39 anos, foi detido pela Polícia Judiciária e está indiciado por tentativa de infrações terroristas, posse de arma proibida, incêndio, explosão e outras condutas especialmente perigosas, bem como ofensas à integridade física grave.

A medida de coação mais grave — prisão preventiva — foi aplicada pelo Tribunal Central de Instrução Criminal. A defesa já anunciou que vai recorrer, admitindo que a conduta é “muito censurável”, mas rejeitando que tenha tido a conotação ideológica ou as intenções concretas que lhe são atribuídas.

O caso ganhou dimensão política adicional por o suspeito ser militante do PS desde 2024. O partido admitiu avançar com a expulsão do militante na sequência da investigação.

A investigação procura agora apurar o grau de planeamento, a motivação do ataque e o risco concreto causado aos manifestantes, que incluíam famílias, crianças e bebés junto à Assembleia da República.

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