IL consegue aprovar pressão por mais comboios no Minho: ferrovia volta a apertar CIM do Cávado
Recomendação liberal defende reforço da Linha do Minho, melhores ligações entre Braga, Barcelos, Viana do Castelo e Porto, e bilhética integrada. O aviso é claro: apostar no BRT entre Guimarães e Braga não pode servir para deixar a ferrovia para trás.
A Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Cávado aprovou uma recomendação apresentada pela Iniciativa Liberal para reforçar a mobilidade regional e a ferrovia no Minho.
A proposta, intitulada “Pela Integração da Mobilidade Regional e Reforço da Ferrovia no Minho”, defende uma estratégia integrada de transportes para a região, com especial atenção à ligação entre concelhos e à articulação entre diferentes meios de transporte.
No centro da recomendação está o reforço da Linha do Minho e a melhoria das ligações ferroviárias entre Braga, Barcelos, Viana do Castelo e Porto. Os liberais defendem ainda a criação de um sistema de bilhética integrada, para facilitar a utilização combinada de transportes públicos na região.
A IL deixa também um recado político sobre o BRT, sistema de transporte rápido por autocarro que tem sido apontado para o eixo Guimarães–Braga. Para o partido, essa aposta não deve significar o abandono do investimento ferroviário estruturante no Minho.
A recomendação sustenta que a mobilidade sustentável e a conectividade territorial são fatores essenciais para a competitividade económica, a coesão social e a qualidade de vida das populações. Na prática, a IL quer que o Minho deixe de depender de soluções isoladas e passe a ter uma visão regional para comboios, autocarros e ligações entre cidades.
Durante a sessão foi ainda aprovado um aditamento que prevê a criação de um grupo de trabalho para aprofundar esta matéria. Ou seja, a proposta passa a colocar formalmente o tema na agenda intermunicipal, embora a aprovação da recomendação não signifique, por si só, obras imediatas ou decisões executivas já fechadas.
Ainda assim, o sinal político fica dado: a ferrovia volta ao debate regional e a CIM do Cávado passa a ter em mãos uma recomendação que pressiona por mais coordenação, melhores ligações e uma resposta mais ambiciosa para a mobilidade no Minho.
A questão, agora, é saber se a recomendação aprovada vai sair do papel ou se fica apenas como mais um documento bem-intencionado numa região que continua a discutir transportes enquanto muitos utentes esperam por alternativas reais ao carro.