Câmara de Braga vai prestar mau serviço ao Transporte Público na Rua D. Pedro V
Amar e Servir Braga alerta para impacto no transporte público em intervenção na Rua D. Pedro V
O movimento Amar e Servir Braga manifestou-se contra a proposta de repavimentação das ruas de São Vítor e D. Pedro V, discutida em reunião de Câmara na Câmara Municipal de Braga, alertando para o impacto negativo que o projeto poderá ter no funcionamento do transporte público.
A proposta em causa inclui a “Aprovação da abertura do procedimento/Adjudicação e aprovação da minuta do contrato | Repavimentação das Ruas de São Vítor e D. Pedro V – São Victor”, mas, segundo o movimento, o projeto vai além da simples requalificação do pavimento, introduzindo alterações significativas na circulação rodoviária.
Críticas à eliminação da bidirecionalidade
O Amar e Servir Braga afirma que a nova configuração prevê a eliminação da circulação dos transportes públicos nos dois sentidos na Rua D. Pedro V, o que, na prática, afetaria a operação dos TUB e dos serviços de táxi.
O movimento considera que esta opção representa um “retrocesso técnico e funcional”, defendendo que a perda de bidirecionalidade num eixo estruturante compromete a eficiência da rede, aumenta os tempos de percurso e penaliza os utilizadores.
Segundo os eleitos, a Rua D. Pedro V tem sido servida por transporte público em ambos os sentidos há mais de um século, garantindo uma ligação regular na malha urbana, ainda que com limitações, pelo que a alteração agora proposta não se justifica.
Contradição com discurso político
O movimento aponta ainda incoerência entre a proposta e o discurso do presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, que tem defendido publicamente a prioridade ao transporte público e a melhoria das condições de mobilidade na cidade.
Para o Amar e Servir Braga, a decisão agora em análise contraria esses princípios, ao introduzir uma solução que considera menos eficiente para os utilizadores.
Proposta alternativa
O movimento defende que é possível compatibilizar a repavimentação da via com soluções que permitam manter a circulação dos transportes públicos nos dois sentidos, manifestando disponibilidade para contribuir na procura de alternativas.
Como tal, o voto contra a proposta foi justificado pela ausência de garantias de salvaguarda da mobilidade na versão apresentada do projeto.
“Melhorar a cidade não é apenas renovar o piso, é garantir que as pessoas se movem melhor e com mais eficiência”, concluem os eleitos do movimento.