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Moradora denuncia discriminação e abandono dos idosos em Barbudo

Moradora de Barbudo denuncia abandono de rua sem água, saneamento e acessos para emergência em Vila Verde Uma moradora da Rua de Parada, em Barbudo, no concelho de Vila Verde, denunciou publicamente o que descreve como uma situação de “abandono prolongado” daquela via, apontando a ausência de infraestruturas básicas e dificuldades graves no acesso a…

Moradora de Barbudo denuncia abandono de rua sem água, saneamento e acessos para emergência em Vila Verde

Uma moradora da Rua de Parada, em Barbudo, no concelho de Vila Verde, denunciou publicamente o que descreve como uma situação de “abandono prolongado” daquela via, apontando a ausência de infraestruturas básicas e dificuldades graves no acesso a cuidados de emergência.

No depoimento enviado por Maria da Conceição Oliveira Lopes, a residente afirma que a situação já foi comunicada à Câmara Municipal de Vila Verde e à Junta de Freguesia de Vila Verde e Barbudo, liderada por Júlia Fernandes e José Faria, respetivamente, sem que até ao momento tenham sido apresentadas soluções.

A moradora descreve a realidade da rua como “discriminação e abandono”, alegando que várias habitações continuam sem água canalizada, dependem de poços e não dispõem de saneamento básico, recorrendo a fossas nos quintais.

Segundo o testemunho, a água da rede pública chega apenas até meio da rua, faltando cerca de 200 metros para servir quatro casas onde residem pessoas com mais de 70 anos, algumas com mobilidade reduzida ou incapacidade permanente.

A situação, refere, tem impacto direto na saúde e segurança dos residentes, apontando dificuldades no acesso de meios de emergência. É referido um episódio ocorrido em fevereiro de 2024, em que uma ambulância do INEM terá tido de recorrer a um veículo mais pequeno devido à estreiteza da via, durante o socorro a um homem com traumatismo grave.

Outro caso descrito ocorreu na madrugada de 5 de novembro de 2025, quando um idoso alegadamente teve de ser transportado ao Hospital de Braga numa maca ao longo da rua, devido à impossibilidade de acesso direto de ambulância, numa situação em que foi diagnosticada pneumonia e gripe A.

A denúncia refere ainda a inexistência de pavimento adequado, a dificuldade de circulação de veículos de emergência e de recolha de resíduos, bem como a insuficiência da iluminação pública. Os moradores alegam também constrangimentos na realização de obras, devido à impossibilidade de circulação de máquinas e camiões.

A Rua de Parada localiza-se numa zona próxima da Escola Profissional Amar Terra Verde, em Barbudo, e, segundo o testemunho, várias entidades municipais e locais terão sido informadas da situação através de contactos institucionais, sem resposta concreta até ao momento.

Na mensagem, a moradora recorre ainda a uma reflexão sobre o Estado e a desigualdade territorial, citando o capitão de Abril Salgueiro Maia, para sublinhar o sentimento de frustração vivido pela comunidade.

Até ao momento, não houve reação pública conhecida por parte das entidades municipais referidas no testemunho.

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