A paralisação está marcada para 2 de novembro e poderá afetar sobretudo os estabelecimentos do pré-escolar e do primeiro ciclo. Os diretores escolares aconselham os pais a contactar as escolas antes de levarem os filhos às aulas.
A greve dos trabalhadores da Administração Pública, convocada para a próxima segunda-feira, 2 de novembro, poderá provocar constrangimentos no funcionamento das escolas e até obrigar ao encerramento de alguns estabelecimentos de ensino.
Os diretores escolares admitem que o impacto poderá fazer-se sentir sobretudo no pré-escolar e no primeiro ciclo, níveis de ensino particularmente dependentes da presença de assistentes operacionais para garantir o normal funcionamento das escolas.
Em declarações à Rádio Comercial, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), reconheceu que a paralisação poderá afetar vários estabelecimentos.
«Poderá ter algum impacto nas escolas, sobretudo nas escolas do pré-escolar e do primeiro ciclo, onde, faltando um ou dois funcionários, por exemplo, a escola desde logo não abre», explicou.
Apesar da possibilidade de encerramentos, o responsável acredita que esta greve terá menos impacto do que a paralisação registada no início de outubro.
Filinto Lima deixa, por isso, um conselho aos encarregados de educação: antes de saírem de casa, devem contactar diretamente a escola para confirmar se haverá aulas e se o estabelecimento estará em funcionamento.
Nova greve marcada para 20 de novembro poderá ter maior adesão
Entretanto, está já prevista uma nova greve da Função Pública para o dia 20 de novembro, convocada pela Frente Comum, que poderá ter uma adesão mais expressiva e provocar maiores perturbações nas escolas.
Segundo Filinto Lima, estão mobilizados vários sindicatos, num contexto de descontentamento entre os profissionais do setor da educação.
O presidente da ANDAEP considera que a adesão poderá ser significativa, sobretudo entre os assistentes operacionais e os assistentes técnicos, profissionais que desempenham funções essenciais no funcionamento diário dos estabelecimentos de ensino.
O responsável chama ainda a atenção para as condições salariais destes trabalhadores, que, segundo refere, recebem pouco mais do que o salário mínimo nacional, apesar das elevadas responsabilidades que assumem nas escolas.
Assim, os próximos dias poderão ser marcados por constrangimentos no funcionamento de vários estabelecimentos de ensino, sendo aconselhável que os pais e encarregados de educação acompanhem as informações disponibilizadas pelas respetivas escolas.



Deixe um comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.