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Alerta: “Falsos Funcionários” andam a bater nas portas para burlar

A GNR registou, apenas nos primeiros três meses de 2026, cerca de 300 casos de burlas por “Falso Funcionário” e mais de 670 burlas informáticas relacionadas com obtenção ilegítima de dados, alertando para o crescimento e sofisticação deste tipo de criminalidade. Segundo a Guarda Nacional Republicana, os números demonstram uma “profissionalização crescente” dos grupos criminosos,…

Alerta: “Falsos Funcionários” andam a bater nas portas para burlar

A GNR registou, apenas nos primeiros três meses de 2026, cerca de 300 casos de burlas por “Falso Funcionário” e mais de 670 burlas informáticas relacionadas com obtenção ilegítima de dados, alertando para o crescimento e sofisticação deste tipo de criminalidade.

Segundo a Guarda Nacional Republicana, os números demonstram uma “profissionalização crescente” dos grupos criminosos, que recorrem cada vez mais a técnicas de manipulação psicológica e tecnológica para enganar as vítimas.

Entre os esquemas mais utilizados está o chamado “spoofing”, uma técnica que permite falsificar números de telefone, mensagens ou endereços de email para fazer parecer que os contactos partem de entidades oficiais, como bancos, forças policiais, empresas de energia ou serviços públicos.

De acordo com a GNR, 86% das tentativas de burla em que os criminosos se fizeram passar por agentes de autoridade acabaram consumadas com sucesso durante o primeiro trimestre do ano.

Os burlões utilizam estratégias assentes na urgência, intimidação, falsas oportunidades limitadas ou exploração da confiança das vítimas. Muitas vezes, os contactos aparentam ser legítimos, surgindo no visor do telemóvel nomes ou números associados a instituições conhecidas.

A GNR explica que o spoofing pode assumir várias formas, incluindo manipulação do identificador de chamadas telefónicas, falsificação de emails ou até alteração de endereços IP para contornar sistemas de segurança.

No caso das burlas por falso funcionário registadas este ano, os criminosos focaram-se sobretudo em esquemas ligados a falsos bancos, com 44 ocorrências registadas, seguindo-se falsas abordagens em nome da GNR, PSP ou Polícia Judiciária, com 36 casos identificados.

Foram ainda registadas burlas associadas a falsos contactos da EDP, serviços de saúde e Segurança Social.

Apesar da elevada incidência, a GNR refere ter efetuado duas detenções relacionadas com estas práticas, após investigações desenvolvidas em articulação com instituições bancárias e operadoras de telecomunicações.

A força de segurança alerta a população para não partilhar dados pessoais, códigos bancários ou palavras-passe sem confirmar previamente a autenticidade dos contactos recebidos, apelando a uma maior atenção perante chamadas, mensagens ou emails suspeitos.

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