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Há um ano Júlia (PSD) esmagou PS, Filipe Melo e Feitor nas eleições autárquicas

Um ano depois das autárquicas em Vila Verde: Júlia Fernandes esmagou a concorrência e reforçou o domínio do PSD Um ano após as eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025, o PSD de Júlia Fernandes continua a destacar-se como a grande força política de Vila Verde. Os social-democratas venceram com maioria absoluta na Câmara…

Há um ano Júlia (PSD) esmagou PS, Filipe Melo e Feitor nas eleições autárquicas

Um ano depois das autárquicas em Vila Verde: Júlia Fernandes esmagou a concorrência e reforçou o domínio do PSD

Um ano após as eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025, o PSD de Júlia Fernandes continua a destacar-se como a grande força política de Vila Verde. Os social-democratas venceram com maioria absoluta na Câmara Municipal e conquistaram uma ampla vantagem na Assembleia Municipal, deixando Chega, PS e a candidatura de Fernando Feitor a uma distância considerável do poder executivo.

Passou um ano desde que os vila-verdenses foram chamados às urnas para escolher os representantes do concelho para o mandato 2025-2029. A 12 de outubro de 2025, Júlia Fernandes confirmou a liderança do PSD em Vila Verde, conquistando uma vitória expressiva que lhe permitiu assegurar um segundo mandato como presidente da Câmara Municipal.

Os números falaram por si: o PSD alcançou 52,74% dos votos para a Câmara Municipal, correspondentes a 15.906 votos, garantindo cinco dos sete lugares do executivo. Uma maioria absoluta que confirmou a posição dominante dos social-democratas na política local.

A vitória teve ainda maior significado pela distância para os principais adversários. O Partido Socialista, liderado por Filipe Silva, ficou-se pelos 17,23% e por 5.197 votos, enquanto o Chega, de Filipe Melo, alcançou 15,91%, com 4.799 votos. Ambos elegeram um vereador.

A diferença entre o PSD e o Chega foi de 11.107 votos, enquanto a vantagem sobre o PS ultrapassou os 10 mil votos. Uma distância que evidencia a dimensão da vitória de Júlia Fernandes.

Fernando Feitor ficou sem representação na Câmara

Um dos resultados a assinalar foi o de Fernando Feitor, antigo vereador eleito pelo Chega nas autárquicas de 2021, que concorreu em 2025 pela candidatura AMOR A VILA VERDE, associada ao CDS-PP/NC.

A candidatura obteve 4,65% dos votos, correspondentes a 1.403 votos, insuficientes para eleger qualquer vereador. Fernando Feitor ficou, assim, de fora do executivo municipal, num resultado distante dos alcançados pelas três principais forças políticas.

A Iniciativa Liberal, o PCP-PEV e o Bloco de Esquerda completaram a votação para a Câmara Municipal, com 3,40%, 1,20% e 0,79%, respetivamente, sem conseguirem eleger representantes para o executivo.

Os resultados para a Câmara Municipal

Os resultados das eleições de 12 de outubro de 2025 ficaram distribuídos da seguinte forma:

Candidatura| Votos| Percentagem| Vereadores
PSD — Júlia Fernandes| 15.906| 52,74%| 5
PS — Filipe Silva| 5.197| 17,23%| 1
Chega — Filipe Melo| 4.799| 15,91%| 1
CDS-PP/NC — Fernando Feitor| 1.403| 4,65%| 0
Iniciativa Liberal| 1.025| 3,40%| 0
PCP-PEV| 361| 1,20%| 0
Bloco de Esquerda| 238| 0,79%| 0

PSD voltou a dominar a Assembleia Municipal

A vitória social-democrata não se limitou à Câmara Municipal. Também na Assembleia Municipal, o PSD alcançou uma posição claramente dominante, conquistando 19 mandatos eletivos e assegurando uma vantagem significativa sobre os restantes partidos.

O Chega surgiu como segunda força política no órgão deliberativo, com sete mandatos, seguido do PS, com seis. A Iniciativa Liberal e o CDS-PP/NC elegeram um representante cada.

A composição dos mandatos eleitos ficou assim distribuída:

Candidatura| Mandatos
PSD| 19
Chega| 7
PS| 6
CDS-PP/NC| 1
Iniciativa Liberal| 1
Total de eleitos por listas| 34

A estes representantes acrescem os presidentes das juntas de freguesia, que também integram a Assembleia Municipal por inerência. O órgão continuou a ser presidido por Carlos Arantes, do PSD.

O resultado confirmou a capacidade dos social-democratas para manter uma posição de liderança não apenas no executivo, mas também no principal órgão deliberativo do município.

Um ano depois, o que fica das eleições?

A leitura dos resultados permite retirar uma conclusão inequívoca: Vila Verde manteve uma forte preferência eleitoral pelo PSD. Apesar de uma ligeira descida percentual face a 2021, quando os social-democratas tinham alcançado 53,77% dos votos para a Câmara, Júlia Fernandes voltou a vencer com maioria absoluta.

Ao mesmo tempo, o Chega cresceu na votação para a Câmara, passando de 11,88% em 2021 para 15,91% em 2025, e aumentou a sua representação na Assembleia Municipal. Esse crescimento, contudo, não foi suficiente para ameaçar a liderança social-democrata.

Já o PS recuou na votação para a Câmara, de 20,27% para 17,23%, enquanto a candidatura de Fernando Feitor não conseguiu conquistar representação no executivo.

Um ano depois, o balanço eleitoral continua a mostrar um PSD claramente destacado, uma oposição repartida entre PS e Chega e uma candidatura alternativa sem representação camarária. Júlia Fernandes saiu das urnas com um mandato reforçado pela maioria absoluta e com condições políticas para prosseguir o seu projeto para Vila Verde durante o quadriénio 2025-2029.

Vila Verde escolheu continuar sob liderança social-democrata. Um ano depois, os resultados de 2025 permanecem como uma demonstração clara da força eleitoral do PSD no concelho.

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