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Inflação sobe para 3,6% e pressiona orçamento das famílias

Inflação sobe para 3,6% em setembro e aumenta pressão sobre o orçamento das famílias A subida dos preços em Portugal foi impulsionada sobretudo pelos combustíveis, com a energia a registar um aumento de 15,3% face ao mesmo mês do ano passado. Os alimentos não transformados também ficaram mais caros, agravando as despesas dos agregados familiares.…

Inflação sobe para 3,6%  e pressiona orçamento das famílias

Inflação sobe para 3,6% em setembro e aumenta pressão sobre o orçamento das famílias

A subida dos preços em Portugal foi impulsionada sobretudo pelos combustíveis, com a energia a registar um aumento de 15,3% face ao mesmo mês do ano passado. Os alimentos não transformados também ficaram mais caros, agravando as despesas dos agregados familiares.

A inflação em Portugal acelerou para 3,6% em setembro, face aos 3,3% registados em agosto, confirmando a estimativa divulgada anteriormente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os dados definitivos, publicados esta terça-feira, 13 de outubro, mostram um agravamento da evolução dos preços, com impacto direto no orçamento das famílias.

Segundo o INE, a subida da inflação foi explicada, em grande medida, pelo aumento dos preços dos combustíveis. O índice relativo aos produtos energéticos registou uma variação homóloga de 15,3%, significativamente acima dos 12,2% observados no mês anterior.

Também os produtos alimentares não transformados contribuíram para a pressão sobre o custo de vida. Esta categoria apresentou um aumento de 3,7% em relação a setembro de 2025, face aos 3,4% registados em agosto.

Preços aceleram de forma expressiva num mês

A evolução mensal dos preços evidencia igualmente o agravamento da situação. Em setembro, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou 1,2% face a agosto, depois de não ter registado qualquer variação mensal no mês anterior.

A variação média dos últimos 12 meses fixou-se em 2,8%, acima dos 2,7% registados em agosto.

Estes indicadores revelam que, além de os preços continuarem superiores aos de há um ano, setembro ficou marcado por uma subida expressiva face ao mês imediatamente anterior. Para as famílias, este cenário pode traduzir-se em despesas acrescidas com deslocações, alimentação e outras necessidades quotidianas.

Combustíveis pesam nas despesas familiares

O aumento dos preços da energia assume particular importância devido ao seu efeito direto nos custos de transporte e ao seu impacto indireto nos custos de produção e distribuição de bens e serviços.

Quando os combustíveis ficam mais caros, as famílias que dependem do automóvel sentem uma pressão adicional nas despesas mensais. Ao mesmo tempo, o aumento dos custos suportados pelas empresas pode repercutir-se nos preços finais de outros produtos e serviços.

A alimentação constitui outra área de preocupação, sobretudo para os agregados com menor margem financeira. A subida dos preços dos produtos alimentares não transformados contribui para reduzir o poder de compra, obrigando muitas famílias a gerir com maior rigor as despesas essenciais.

Inflação subjacente também aumenta

A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e os produtos energéticos, atingiu 2,7% em setembro, acima dos 2,6% registados no mês anterior.

Este indicador permite acompanhar a evolução dos preços sem a influência direta de duas componentes habitualmente mais voláteis. A sua subida sugere que a pressão inflacionista não se limita à energia e aos alimentos frescos.

No Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), utilizado para comparações entre países europeus, a inflação portuguesa situou-se igualmente nos 3,6% em termos homólogos, mantendo-se ao nível de agosto.

Poder de compra continua sob pressão

O agravamento da inflação volta a colocar o poder de compra no centro das preocupações económicas. Quando os preços aumentam mais rapidamente do que os rendimentos, as famílias perdem capacidade para adquirir os mesmos bens e serviços com o dinheiro disponível.

O impacto, contudo, varia consoante os hábitos de consumo, os rendimentos e os encargos de cada agregado. As famílias que gastam uma maior proporção do orçamento em combustível, alimentação e outras despesas essenciais podem sentir de forma mais intensa os efeitos da subida dos preços.

A evolução dos próximos meses dependerá, em parte, do comportamento dos preços da energia e dos combustíveis, bem como da capacidade de os restantes preços estabilizarem.

Para já, os dados de setembro confirmam uma aceleração da inflação em Portugal e reforçam a pressão sobre os orçamentos familiares, num contexto em que a gestão das despesas essenciais continua a ser determinante para preservar o poder de compra.

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