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Terapeuta partilha desabafo sobre filho internado: “não há maior angústia”

Uma terapeuta recorreu às redes sociais para partilhar um relato pessoal sobre um momento particularmente difícil: ver o filho, ainda pequeno, numa cama de hospital. “Acho que nada nos prepara para a angústia de ver um filho numa cama de hospital. Sobretudo quando ainda é tão pequenino”, escreveu, acompanhando a publicação com um coração branco.…

Terapeuta partilha desabafo sobre filho internado: “não há maior angústia”

Uma terapeuta recorreu às redes sociais para partilhar um relato pessoal sobre um momento particularmente difícil: ver o filho, ainda pequeno, numa cama de hospital.

“Acho que nada nos prepara para a angústia de ver um filho numa cama de hospital. Sobretudo quando ainda é tão pequenino”, escreveu, acompanhando a publicação com um coração branco.

No testemunho, a profissional reconhece que, apesar de todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos, a preocupação de uma mãe perante a doença de um filho não desaparece.

“Por mais que tentemos racionalizar, há uma parte de nós que é simplesmente mãe. Que sofre, que tem medo, que queria trocar de lugar sem pensar duas vezes”, afirmou.

A terapeuta explica que, perante a situação, tem procurado apoio na fé, mas também nas ferramentas que foi aprendendo e ensinando ao longo da sua carreira. Respirar, permanecer no presente, evitar antecipar cenários e aceitar aquilo que não pode controlar são algumas das estratégias a que recorre.

“É curioso como, nos momentos mais desafiantes, sou chamada a aplicar em mim tantas das coisas que ensino aos outros”, escreveu.

Entre a ansiedade e a necessidade de confiar, a terapeuta diz procurar lembrar-se de que o filho está a ser cuidado e de que nem tudo depende de si.

“Não preciso de ter todas as respostas para conseguir atravessar este momento”, sublinha.

Ainda assim, reconhece que as ferramentas psicológicas não eliminam o medo. “Isso não faz desaparecer a angústia. Não faz com que deixe de ter medo. Porque antes de qualquer conhecimento, técnica ou ferramenta, sou mãe. E mãe sofre.”

No final, a profissional deixa uma reflexão sobre a forma de enfrentar momentos de grande incerteza: “Talvez a força também seja isto: não deixar de sentir medo, mas aprender a não deixar que ele nos leve por inteiro.”

A mensagem termina com um apelo à confiança, mesmo quando não é possível prever o que vem a seguir: “Ter fé quando não conseguimos ver o caminho todo. E confiar, um bocadinho de cada vez.”

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