Os consumidores portugueses que permanecem no mercado regulado da eletricidade vão enfrentar um novo aumento a partir de outubro. A ERSE anunciou uma atualização tarifária de 2,7%, justificada pelo agravamento dos custos de aquisição de energia elétrica.
Para um casal sem filhos, considerado pelo regulador uma das tipologias de consumo residencial mais representativas, a fatura média mensal passa para 37,77 euros, mais 0,95 euros do que no mês anterior.
Já uma família composta por um casal e dois filhos, com uma potência contratada de 6,9 kVA, verá a fatura média mensal subir para 97,73 euros. Neste caso, o aumento será de 2,70 euros por mês.
A ERSE explica que a subida resulta da revisão trimestral dos custos de aquisição de eletricidade pelo Comercializador de Último Recurso (CUR). Os preços no mercado grossista ficaram acima das previsões utilizadas na definição das tarifas para 2026.
O regulador aponta ainda para a evolução dos preços do gás natural e para a instabilidade dos mercados energéticos internacionais como fatores que contribuíram para o agravamento dos custos da eletricidade.
A atualização entra em vigor no dia 1 de outubro e abrange cerca de 779 mil clientes do mercado regulado, segundo os dados mais recentes divulgados pela ERSE.
No entanto, os consumidores que estão no mercado livre não são obrigados a suportar automaticamente este aumento. Nestes casos, os preços dependem das condições contratualizadas com cada comercializador e da respetiva estratégia de aprovisionamento.
Com a nova atualização, a variação anual dos preços da eletricidade no mercado regulado em 2026 passa a ser de 1,7%, acima do aumento de 1% inicialmente anunciado no final de 2025.



Deixe um comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.