Ciência troca laboratório por balcão de bar e passa por Braga em maio
Pint of Science regressa entre 18 e 20 de maio e leva investigadores a três espaços da cidade. Galeria 101, Estúdio 22 e Letraria recebem conversas sobre saúde, arte, física, química e sociedade.
A ciência vai voltar a sair dos laboratórios e a entrar nos bares de Braga. Entre 18 e 20 de maio, a cidade recebe mais uma edição local do festival Pint of Science, iniciativa que junta investigadores e público em conversas informais, sem o peso habitual das salas académicas e com um ambiente bem mais descontraído.
Em Portugal, o festival decorre este ano em 12 localidades, de norte a sul do país: Almada, Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Funchal, Guarda, Lisboa, Oeiras e Porto. A edição de 2026 está marcada para os dias 18, 19 e 20 de maio, segundo a organização nacional do evento.
Em Braga, a programação passa por três espaços conhecidos da cidade: Galeria 101, na Rua Dom Frei Caetano Brandão, Estúdio 22 – Café, Bar, Galeria, na Rua Dom Paio Mendes, e Letraria Craft Beer Library Braga, na Rua Dom Gonçalo Pereira. A página oficial do festival confirma seis sessões distribuídas pelos três dias.
A 9.ª edição local aposta em temas que vão da biologia e saúde à física, química, ciências sociais e à ligação entre arte e ciência. Entre as perguntas lançadas ao público estão provocações pouco habituais numa mesa de bar: “E se um médico lhe receitasse teatro, em vez de remédio?”, “O que um verme sabe sobre perder o equilíbrio?” ou “Envelhecer como iguais?”.
O programa bracarense inclui sessões como “Neurónios em Obra: Novas Terapias em Ação”, “Espacialmente Falando”, “Arte & Ciência: Curar e Sentir”, “Nano Heróis, Grandes Missões”, “Pequenos Grandes Detetores” e “Igualdade com filtros?”. Os encontros estão marcados para as 19h00 e 21h00, consoante o espaço e o dia.
Cada sessão contará com dois investigadores convidados, que farão uma apresentação breve do seu trabalho antes de abrirem a conversa ao público. A lógica é simples: menos palestra fechada, mais perguntas diretas. E, pelo meio, ciência explicada sem bata branca nem linguagem impossível.
Os bilhetes têm um custo simbólico de 2,50 euros em compra antecipada ou 3 euros à porta, mediante disponibilidade. No programa oficial consultado, as sessões de Braga surgem já assinaladas como esgotadas, sinal de que a ciência, afinal, também consegue encher bares.