Erro aconteceu na alta de duas mulheres com nomes muito semelhantes. Marido só percebeu a troca quando chegou à farmácia.
Uma mulher de 79 anos saiu do Hospital de Braga com a receita e o relatório clínico de outra doente. O erro só foi descoberto pelo marido quando este se dirigiu à farmácia para aviar os medicamentos.
O caso aconteceu a 16 de maio de 2025, na Urgência Geral do Hospital de Braga, depois de duas mulheres terem dado entrada na unidade com o mesmo nome próprio e o mesmo apelido.
No momento da alta, os documentos acabaram trocados. A utente de 79 anos recebeu a informação clínica e a prescrição eletrónica destinadas à outra mulher, de 94 anos, cujo número de utente do Serviço Nacional de Saúde era completamente diferente.
O marido percebeu a situação quando abriu o envelope na farmácia. Os documentos não correspondiam à sua esposa.
ULS de Braga reconheceu o erro
A situação foi alvo de uma reclamação e a Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga admitiu o lapso na resposta enviada à utente.
A unidade explicou que as duas mulheres tinham entrado na Urgência Geral depois das 12:00 daquele dia e que, no momento da alta, foi entregue à esposa o relatório de alta clínica e a prescrição eletrónica da outra doente.
O caso chegou à Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que concluiu ter existido uma falha nos procedimentos destinados a garantir a identificação inequívoca dos utentes.
Numa deliberação de 30 de abril de 2026, agora divulgada, a ERS considera que existem evidências de incumprimento por parte da ULS de Braga dos deveres relacionados com a qualidade e segurança dos cuidados prestados.
ERS obriga hospital a reforçar identificação dos doentes
A entidade reguladora determinou que a ULS de Braga deve garantir o cumprimento dos procedimentos internos de identificação dos utentes, nomeadamente a Política de Identificação Inequívoca de Utentes e o procedimento de Identificação de Doentes.
A ULS terá ainda de assegurar que estas regras são conhecidas pelos profissionais de saúde e efetivamente aplicadas.
A decisão surge na sequência de um caso em que, apesar de os números de utente serem diferentes, duas doentes com nomes muito semelhantes acabaram por receber documentação clínica e medicação prescrita que pertenciam uma à outra.



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