Cerca de 30 pessoas chegam de barco a praia de Sesimbra e escapam às autoridades. Deputado do Chega exige respostas ao Governo
Um grupo de 20 a 30 pessoas foi avistado a desembarcar durante a madrugada deste domingo na Praia da Foz, na zona do Meco, em Sesimbra, tendo posteriormente abandonado o local antes da chegada das autoridades. O alerta partiu de um pescador, que comunicou a situação à GNR.
De acordo com a informação entretanto confirmada pela Polícia Marítima, Autoridade Marítima Nacional e GNR, foram desencadeadas buscas por terra e por mar para tentar localizar os indivíduos. Uma embarcação de borracha alegadamente utilizada no desembarque foi encontrada e ficou à guarda da Polícia Marítima.
Até ao momento, não foi confirmada oficialmente a identidade ou nacionalidade das pessoas envolvidas, nem estão esclarecidas as circunstâncias em que chegaram à costa. A GNR referiu tratar-se de uma denúncia relativa a um possível desembarque de migrantes na zona da Aldeia do Meco.
O episódio já provocou reação política. O deputado do Chega Rui Sousa classificou o caso como um sinal de alerta para Portugal, estabelecendo uma comparação com a recente crise migratória em Ceuta.
> “Ceuta foi o aviso. Sesimbra é agora o alerta.”
Na publicação, Rui Sousa considera particularmente grave que um grupo desta dimensão tenha conseguido chegar à costa sem ser intercetado e defende um reforço da vigilância marítima. O deputado exige ainda que sejam localizadas e identificadas todas as pessoas envolvidas e questiona a capacidade de controlo das fronteiras nacionais.
A referência a Ceuta surge num momento de forte tensão migratória na cidade autónoma espanhola. No final de julho, mais de 70 mil pessoas entraram em Ceuta num episódio migratório de dimensão excecional, segundo dados divulgados pelas autoridades espanholas. A situação continua a provocar forte debate político e social em Espanha.
O caso de Sesimbra, contudo, não permite ainda estabelecer qualquer ligação com a crise de Ceuta, nem está confirmado que o grupo esteja relacionado com redes de imigração ilegal ou tráfico de pessoas. As autoridades continuam a investigar as circunstâncias do desembarque.
A ocorrência volta, ainda assim, a colocar em cima da mesa a questão da vigilância da extensa costa portuguesa e da capacidade de resposta perante desembarques não previamente detetados.
Rui Sousa deixa uma pergunta ao Governo: “Quem controla as nossas fronteiras?”
As buscas e a investigação das autoridades deverão permitir esclarecer quem eram as pessoas que chegaram à Praia da Foz, de onde partiu a embarcação e qual o objetivo da viagem.



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