Casas em Braga sobem 12,1% num ano e atingem 2.383 euros por metro quadrado
O preço mediano das casas à venda na cidade de Braga chegou aos 2.383 euros por metro quadrado em agosto. No distrito, a valorização foi ainda superior, com uma subida de 13,2% no último ano.
Comprar casa em Braga está mais caro. Os preços dos imóveis colocados à venda na cidade aumentaram 12,1% em agosto, face ao mesmo mês de 2025, de acordo com o índice de preços do idealista. O valor mediano atingiu os 2.383 euros por metro quadrado.
Braga surge entre as capitais de distrito e regiões autónomas com maiores aumentos dos preços da habitação. Ainda assim, a subida ficou abaixo das registadas em Faro (18,3%), Guarda (17,6%), Bragança (17,5%), Beja (17,4%) e Portalegre (17,3%).
Também no conjunto do distrito a tendência foi de valorização. O preço mediano chegou aos 2.022 euros/m², depois de um crescimento de 13,2% nos últimos 12 meses. Braga ficou, desta forma, entre os distritos e regiões com maiores aumentos no período analisado.
Apesar da subida, os preços praticados na cidade continuam abaixo dos valores observados noutras importantes cidades portuguesas. No Porto, o preço mediano situou-se nos 4.324 euros/m², enquanto no Funchal chegou aos 4.042 euros/m² e em Faro aos 3.908 euros/m². Lisboa mantém-se como a capital de distrito mais cara, com 6.227 euros/m².
Norte sobe 7,4%
A nível nacional, o preço das casas aumentou 7,5% em agosto, atingindo uma mediana de 3.207 euros por metro quadrado. Na comparação trimestral, a subida foi mais moderada, de 0,3%.
Por regiões, o Centro apresentou a maior valorização, com um crescimento de 14,1% no último ano. O Norte, onde se integra o distrito de Braga, registou uma subida de 7,4%.
Os dados mostram, assim, que a habitação continua a valorizar em Braga a um ritmo superior ao crescimento médio observado na região Norte e no conjunto do país. Na cidade, a subida anual de 12,1% mantém a pressão sobre os preços de venda, num mercado onde o valor por metro quadrado permanece, contudo, significativamente abaixo dos níveis de Lisboa e de outras capitais com maior pressão imobiliária.



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