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Missão portuguesa de cerca de 60 operacionais parte hoje para a Venezuela

A missão portuguesa de apoio às operações de busca e salvamento na Venezuela deverá partir ainda hoje, na sequência dos sismos que atingiram o país esta semana. O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que sublinhou a disponibilidade de Portugal para reforçar a ajuda no terreno, se tal se justificar. “Em…

Missão portuguesa de cerca de 60 operacionais parte hoje para a Venezuela

A missão portuguesa de apoio às operações de busca e salvamento na Venezuela deverá partir ainda hoje, na sequência dos sismos que atingiram o país esta semana. O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que sublinhou a disponibilidade de Portugal para reforçar a ajuda no terreno, se tal se justificar.

“Em princípio, no dia de hoje seguirá um contingente com cerca de seis dezenas de profissionais da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, do INEM, do regimento de sapadores bombeiros, numa força multidisciplinar, com o apoio das Forças Armadas”, afirmou o governante, à margem da cerimónia de juramento de bandeira de novos guardas provisórios da GNR, em Portalegre.

Segundo uma fonte ligada à missão, citada pela Lusa, a equipa portuguesa será composta por 27 elementos da GNR, 15 do regimento de sapadores bombeiros de Lisboa, 10 operacionais do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Luís Neves explicou que, nesta fase, a prioridade passa por apoiar a população venezuelana e também os cidadãos portugueses residentes no país. Portugal irá ainda integrar na missão elementos da estrutura consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com o objetivo de reforçar o acompanhamento às comunidades.

O ministro adiantou que continuam a ser tratados vários aspetos logísticos e burocráticos, incluindo a definição do local de aterragem e permanência do avião que transportará o contingente nacional. Questionado sobre a dimensão da força enviada, garantiu que se trata de uma primeira avaliação e que Portugal está preparado para reforçar o dispositivo, caso seja necessário.

“Os contingentes são aqueles que é possível organizar. Às vezes, meios a mais acabam por se atrapalhar. Há preparação e, se for preciso, substituição ou reforço. Portugal tem mais gente preparada e altamente capacitada”, disse.

Pelo menos nove portugueses e lusodescendentes morreram nos sismos registados na quarta-feira na Venezuela. Portugal integra o grupo de países da União Europeia que vão enviar equipas especializadas de busca e salvamento para o terreno.

De acordo com o último balanço oficial, os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, separados por um intervalo de 38 segundos, provocaram pelo menos 235 mortos e cerca de 4.300 feridos. Dezenas de edifícios colapsaram ou ficaram gravemente danificados em Caracas e na região de La Guaira, uma das zonas mais afetadas.

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