Filipe Melo promete revolução no Chega de Vila Verde: Branca Malheiro, Júlio Zamith e Luísa Feio na linha da frente
O VOX acompanhou, esta quarta-feira, o deputado Filipe Melo durante uma manhã na Assembleia da República. Entre reuniões, corredores e conversas informais no Palácio de São Bento, o parlamentar abriu as portas do seu gabinete para uma entrevista sem filtros, onde abordou a sua atividade política, a recandidatura à liderança da Distrital de Braga do Chega, a reorganização interna em Vila Verde e a relação de proximidade que mantém com André Ventura.
Ao longo da conversa, Filipe Melo falou sobre os desafios de conciliar os cargos de deputado, vereador da oposição em Vila Verde e presidente da Distrital de Braga, elogiou vários elementos da sua equipa e assumiu mudanças na estrutura local do partido.
O deputado destacou o papel de Branca Malheiro, apontando-a como futura presidente da Concelhia de Vila Verde, caso seja reeleito na liderança distrital, e anunciou também novas responsabilidades para Júlio Zamith e Luísa Feio na organização local.

Questionado sobre as divergências internas e as críticas de alguns militantes e dirigentes, Filipe Melo procurou centrar o discurso na unidade partidária após o processo eleitoral, defendendo que o principal objetivo passa por fortalecer o Chega no distrito e transformá-lo na principal força política da região.
A entrevista ficou ainda marcada pelas palavras de forte apreço dirigidas a André Ventura. O deputado classificou o líder do Chega como a sua principal referência política e pessoal, sublinhando a relação de amizade que os une e assumindo que um dos momentos mais marcantes da sua vida política será assistir à tomada de posse de Ventura como primeiro-ministro de Portugal.
Foi precisamente com essa convicção que Filipe Melo encerrou a conversa, deixando uma das declarações mais emotivas da entrevista:
“Vai ser um dos dias mais felizes da minha vida quando vir o meu amigo e Presidente tomar posse como primeiro-ministro de Portugal. Vou chorar, de alegria, porque sinto que dei o meu contributo pelo país e pelos portugueses.”
Entrevista exclusiva ao VOX na íntegra:
Como é conciliar a vida parlamentar, com o cargo de vereador da oposição em Vila Verde, e a presidência da Distrital de Braga? Tem tempo para gerir tudo isso, numa altura em que se recandidata à liderança do órgão máximo distrital?
Muito fácil, quando fazemos o que gostamos, o dia parece ter mais horas. O trabalho parlamentar é muito exigente, sou coordenador da Comissão de Economia e Coesão Territorial há 4 anos, mas tenho uma excelente equipa de deputados, o que simplifica a missão. Em relação à vereação, sempre que a agenda parlamentar me permite, vou a Vila Verde fazer o meu papel de oposição construtiva. Mas quando a agenda não me permite, sou superiormente representado pela vereadora Branca Malheiro.
Acrescendo a isto tudo ainda tem a Distrital….
Sim, é verdade. Mas como referi na conferência de imprensa de apresentação da candidatura, é muito fácil ser Presidente da Distrital de Braga, porque tenho uma equipa, posso dizer, perfeita. Os elementos que me acompanham são quadros de referência do Partido, não só a nível concelhio ou distrital, mas também nacional. É muito fácil pensar no trabalho e ser o rosto dele quando temos ao nosso lado os melhores.

Por falar em melhores, disse na segunda-feira que tinha os melhores quadros de Vila Verde na sua equipa, e invocou por três vezes o nome da Branca Malheiro? O que perspetiva politicamente para a Branca? Presidente da Concelhia vila-verdense?
Sim, entre outras funções. A Branca é um dos grandes quadros políticos que temos no distrito. Inteligente, dinâmica, trabalhadora, A Branca pensa muito rápido e muito à frente. Tem um futuro brilhante no Chega
Será a próxima Presidente da Concelhia de Vila Verde se o Filipe for reeleito?
Vou ser reeleito, e sim, a Branca será a Presidente da Concelhia de Vila Verde. E posso já adiantar que terá como Vices Presidente o Júlio Zamith e a Luísa Feio. Será uma grande equipa em Vila Verde.

E a Elisabete Rodrigues?
Quem???? (risos)
A atual Presidente da Concelhia e Deputada Municipal?
As estruturas evoluem, as equipas melhoram. Quem tem competência e carácter avança com a equipa, quem não tem….
Está a dizer que a Elisabete não tem competência para o cargo?
Pois!!!
Quer explicar?
Está atento certamente às Assembleias Municipais. Não vou fazer mais comentários. A política a sério, profissional, não se faz com flores, bonecas e borboletas. Faz-se com seriedade e espírito de missão.
Mas a Elisabete é a líder da bancada Municipal do Chega….
Ainda é, sim…
Vai deixar de ser?
Acho que já respondi a isso.

O que tem a dizer dos ataques recentes que a Elisabete lhe tem dirigido nos últimos dias nas redes sociais e grupos do WhatsApp?
As pessoas têm a importância que nós lhes damos. Por isso, sinceramente nem vejo esses comentários. A minha vida é muito ocupada como sabe, tenho de gerir bem o tempo, com coisas e pessoas que valham a pena.
A Elisabete sente-se injustiçada, diz-se ser vitima de tudo isto, e que os vila-verdenses estão com ela…
O papel de Calimero não fica bem a ninguém. E à Elisabete também não. Já ninguém acredita no conto da carochinha. E os vila-verdenses não estão com a Elisabete, são inteligentes. Os vila-verdenses estão com quem tem a capacidade e a inteligência para transformar positivamente a vida deles. E a Elisabete não é certamente essa pessoa
Porquê a escolha do Júlio Zamith para líder da Bancada Municipal?
Simples, o Júlio alem de ser uma pessoa fantástica, um ser humano incrível, tem uma capacidade e experiência política muito acima da média.
Quem será o número dois nessa equipa municipal?
A Luísa Feio. Uma mulher que já não precisa de provar nada a ninguém. Basta ver a campanha das autárquicas do ano passado. Trabalhou imenso, deu três voltas ao concelho, e olhe que o concelho é grande. Vão os dois fazer uma grande equipa, e trabalhar com rigor e seriedade em prol dos vila-verdenses.

Um dos seus opositores, Paulo Ralha, fez duros ataques à concorrência? Ontem lançou um ataque feroz ao Carlos Barbosa, e hoje de manhã a si. Vai responder?
Sim, já respondi, precisamente quando estava a vir para aqui.
Atacou também?
Não, com certeza que não. Tenho respeito por todos os candidatos e por todos os militantes. Não podia ser de outra forma, até porque sou, e serei o Presidente de todos os militantes e simpatizantes do Distrito.
Acha que estes ataques fragilizam o Paulo Ralha?
Cada um tem a sua estratégia. Na minha opinião não devia entrar por aí. Até porque, pelo que apuramos junto dos militantes, a candidatura dele está em segundo lugar, logo atrás da nossa, pelo que, uma campanha positiva poderá ser favorável para ele. Mas, ele lá saberá
Paulo Ralha e Carlos Barbosa serão elementos que vão contar para si, caso seja o vencedor das eleições?
O Partido é de todos os militantes.
Mas vai impedi-los de trabalhar consigo?
Todos podem e devem trabalhar para o Partido, todos somos poucos para o desígnio que queremos construir de mudar o país. Tenho dito vezes sem conta que todos os militantes que queiram trabalhar positivamente pelo Partido são sempre bem-vindos e estamos de braços abertos para os receber.
É uma postura agregadora da sua parte, ou apenas palavras simpáticas?
Não, não. Não há simpatia nenhuma. Repare, o principal objetivo da minha candidatura é público e assumido: elevar o Chega ao patamar de primeira força política no próximo mandato, ganhar eleições no distrito. E para lá chegarmos precisamos de todos, de todos mesmo. No dia 6 de julho, as portas da sede estarão abertas a todos os militantes do Partido, tenham apoiado uma ou outra lista. Passou o embate eleitoral, somos todos da mesma família política.

Já assumiu que quer fazer do Chega a primeira força política no distrito. Mas os seus opositores, pelo que vamos percebendo nas redes sociais, não assumiram nenhum objetivo concreto, preferindo, contestar o trabalho feito por esta direção? Concorda com estas críticas?
Prefiro não comentar as outras candidaturas. Sinceramente, estamos muito focados no nosso trabalho, não temos nem tempo, nem paciência para tricas. Estamos a fazer um trabalho sério, rigoroso, que dignifique o bom nome do Partido.
Não responde, portanto, às críticas que o Filipe e a sua equipa têm sido alvo?
Com certeza que não. Acha que estas picardias na praça publica, nos media, nas redes sociais, nos grupos WhatsApp beneficiam o Partido? Atirar lama para cima dos outros candidatos e suas equipas é benéfico para o Chega? Infelizmente ainda há dirigentes, e candidatos a dirigentes, que se esquecem que acima das nossas candidaturas, acima dos nossos nomes, está o bom nome do Chega, e os superiores interesses do distrito e do país.

Podemos aludir pelo que diz que, por parte da sua equipa, e do próprio Filipe, que não veremos um contra-ataque a estas “provocações”?
Com certeza que não. Pedi à minha equipa foco total no nosso trabalho, e para não olharmos para o lado, o caminho é em frente. Os militantes confiam nesta equipa há 6 anos, porque sabem que estamos cá de corpo e alma para ajudar o nosso Presidente André Ventura a chegar ao Governo de Portugal.
O Partido e o nosso Líder merecem-nos todo respeito e lealdade, pelo que, não entramos em jogos e disputas internas que em nada beneficiam o Partido e o nosso projeto.
Fala muitas vezes no André Ventura. Qual a sua relação com ele?
Falo e falarei sempre. O André Ventura é a minha referência política. Acompanho e estou na política há muitos anos. E, honestamente, nunca vi político tão brilhante como ele. É um homem inteligentíssimo, com visão, com estratégia. O Presidente conseguir antecipar o pensamento dos adversários, o que lhe confere grande vantagem sobre os opositores.
É uma inspiração para o seu percurso político?
Percurso político e humano. Além de ser o melhor político das últimas décadas, o André Ventura tem uma componente humana inigualável. Só quem trabalha e lida diariamente com ele sabe o homem bom que ali está. Amigo do amigo, leal, dá sempre o peito às balas pela sua equipa.
Além de seu Líder é também um amigo, portanto?
Sim, com certeza. A liderança do André é muito singular. Sabe escutar, sabe aconselhar, e tem sempre uma palavra de conforto para nós. Mais que um amigo, sinto como se fosse da minha família. Tenho um carinho, um respeito e uma lealdade por ele intocáveis.

Afirmou várias vezes que trabalha para ajudar o Chega a chegar ao Governo. Tem alguma ambição particular neste caso concreto?
Esse é o meu maior objetivo. Não por mim, não pelo Presidente enquanto pessoa, mas porque, o país precisa dele. Nós, os nossos filhos, os nossos netos, só teremos um futuro risonho em Portugal no dia em que ele lá chegue.
E o Filipe vai lá estar também?
Vou estar onde o Presidente quiser, sempre foi e sempre será esta a minha postura. Um bom soldado tem de estar apto a servir onde o General entender (risos). Mas posso-lhe dizer que vai ser um dos dias mais felizes da minha vida quando vir o meu amigo e Presidente tomar posse como primeiro-ministro de Portugal. Vou chorar, de alegria, porque sinto que dei o meu contributo pelo país e pelos portugueses.
