De vereador a ‘salta-pocinhas’: o percurso político de Feitor em Vila Verde
Em Vila Verde, o percurso de Fernando Feitor tem sido marcado por uma ascensão relativamente rápida seguida de um afastamento quase total da vida política local — uma mudança que continua por explicar.
A sua projeção ganhou maior dimensão durante a ligação ao Chega em Vila Verde, período em que assumiu uma postura mais visível e interventiva. Nessa fase, procurou afirmar-se como uma voz ativa no concelho, apostando num discurso de rutura com práticas políticas tradicionais e na mobilização de eleitores descontentes.
No entanto, após esse período de maior exposição, a presença pública de Fernando Feitor começou a esbater-se. A ausência de comunicações oficiais, participações em eventos políticos ou intervenções nos debates locais levanta dúvidas sobre os motivos do seu afastamento.
Fernando Silva, mais conhecido por Feitor, começou na política local de Vila Verde em 2017 apoiando a candidatura de José Morais pelo Partido Socialista. Foi vereador pelo Chega, partido que o expulsou em 2023, passando a vereador independente. “Suplicou” a Júlia Fernandes por um lugar, “cheirou” o ADN e sozinho às Autárquicas com o apoio – segundo ele – do CDS-PP.
Contactos feitos junto de fontes locais apontam para diferentes leituras. Alguns antigos apoiantes referem um sentimento de desilusão, indicando que o desaparecimento do político contrasta com as expectativas criadas durante a sua fase mais ativa. Outros, mais cautelosos, admitem não dispor de informação suficiente, sublinhando que poderão existir razões pessoais ou profissionais que expliquem este afastamento.
Até ao momento, não são conhecidas declarações recentes de Fernando Feitor que clarifiquem a sua posição ou eventuais intenções de regresso à vida política. Também não houve, por parte de estruturas locais associadas ao partido, esclarecimentos públicos detalhados sobre o seu papel atual.
Este vazio de informação tem contribuído para um clima de incerteza e especulação em torno de uma figura que, há relativamente pouco tempo, procurava afirmar-se como alternativa no panorama político de Vila Verde. Sem respostas claras, permanecem as perguntas: trata-se de um afastamento definitivo ou apenas de uma pausa estratégica?
Feitor foi o maior derrotado nas eleições autárquicas não sendo eleito para vereador e desde esse momento que até os próprios votantes e apoiantes têm deixado de falar no ex-vereador do CHEGA de Vila Verde.