Dívidas, polémica e má conduta assombram deputado Filipe Melo
O nome de Filipe Melo, deputado do Chega eleito por Braga, tem estado ligado nos últimos anos a várias controvérsias de natureza financeira e política, incluindo processos judiciais, acusações públicas e críticas ao seu comportamento institucional.
Em 2025, a imprensa noticiou que o parlamentar era visado numa queixa apresentada no Tribunal Judicial da Comarca de Braga por alegado incumprimento de empréstimos pessoais no valor aproximado de nove mil euros. A denúncia terá sido apresentada por Joaquim Pinto do Vale, dirigente concelhio do partido em Barcelos, que alegou ter emprestado diversas quantias entre abril de 2023 e outubro de 2024.
Segundo a mesma versão, os pedidos de ajuda financeira teriam sido justificados por dificuldades económicas, situação que o próprio Filipe Melo já havia reconhecido publicamente em anos anteriores.
Dívidas já tinham sido notícia em 2022
Antes de ser eleito para a Assembleia da República, a revista Sábado avançou, em 2022, que Filipe Melo constava por três vezes na lista pública de execuções e enfrentava uma dívida superior a 80 mil euros.
De acordo com a publicação, o então cabeça de lista do Chega por Braga teria sido condenado pelo Tribunal de Braga ao pagamento de 80.493,55 euros, no âmbito de três processos executivos, circunstância que poderia resultar na penhora de parte do salário parlamentar.
Na altura, Filipe Melo admitiu ter acumulado dívidas que rondavam os 120 mil euros, assegurando, contudo, que a situação se encontrava ultrapassada.
Conduta institucional também contestada
Além das questões financeiras, o comportamento de Filipe Melo enquanto vice-secretário da Mesa da Assembleia da República tem sido alvo de críticas recorrentes.
Em novembro de 2025, foi lançada uma petição pública a pedir a sua substituição no cargo, na sequência do que foi descrito como um “comportamento impróprio” dirigido à deputada socialista Isabel Moreira durante um debate parlamentar.
O deputado esteve ainda envolvido noutra polémica após uma queixa apresentada por Eva Cruzeiro, que o acusou de lhe ter dirigido a expressão “vai para a tua terra” numa sessão plenária.
Sem novos esclarecimentos públicos
Apesar da sucessão de episódios tornados públicos, Filipe Melo não prestou, até ao momento das notícias citadas, esclarecimentos adicionais sobre os processos e críticas referidos. Entretanto, mantém funções parlamentares e responsabilidades políticas no partido, incluindo a liderança da distrital de Braga do Chega.