Ricardo Costa: da felicidade ao sucesso, o empresário português que está a redefinir a liderança
Do Minho para o debate internacional sobre liderança: a ascensão de um dos empresários portugueses mais influentes da atualidade
Num tempo em que a competitividade empresarial é frequentemente associada a metas agressivas, pressão constante e resultados trimestrais, Ricardo Costa tornou-se uma das vozes mais reconhecidas em Portugal na defesa de uma ideia que durante anos pareceu improvável no mundo corporativo: a felicidade pode ser uma estratégia de gestão e uma fonte de rentabilidade.
Chairman do Grupo Bernardo da Costa, Cônsul Honorário do Kosovo em Portugal, autor do livro A Felicidade é Lucrativa e criador do primeiro Departamento da Felicidade do país, Ricardo Costa construiu uma trajetória que o transformou numa referência nacional em liderança humanizada, cultura organizacional e gestão de pessoas.
Ao longo dos últimos anos, o empresário minhoto tem assumido um papel crescente no debate público sobre o futuro das organizações, defendendo que as empresas mais competitivas serão aquelas que conseguirem criar ambientes saudáveis, inspiradores e capazes de atrair talento num mercado cada vez mais exigente.
Uma história ligada ao crescimento do Grupo Bernardo da Costa
Nascido em Braga, em 1978, Ricardo Costa licenciou-se em Engenharia e Gestão Industrial e concluiu posteriormente um MBA Internacional na Católica Porto Business School. A sua ligação ao Grupo Bernardo da Costa começou desde muito cedo, acompanhando a realidade empresarial ainda durante a infância e adolescência. Mais tarde assumiria funções de liderança num dos grupos empresariais mais reconhecidos do Norte do país.

Sob a sua liderança, o grupo reforçou a aposta na inovação organizacional e numa cultura empresarial centrada nas pessoas. O próprio Ricardo Costa tem referido que procurou acrescentar uma visão pessoal à cultura que herdou, preservando os valores fundacionais da empresa, mas introduzindo uma nova abordagem à gestão e ao desenvolvimento humano.
A sua notoriedade ultrapassou gradualmente o universo empresarial. Hoje, é frequentemente convidado para conferências, fóruns de liderança, escolas de negócios e eventos internacionais onde partilha a sua experiência na construção de culturas organizacionais focadas no bem-estar e na produtividade.
O primeiro Departamento da Felicidade em Portugal

Foi em 2017 que Ricardo Costa protagonizou uma das iniciativas mais disruptivas do panorama empresarial português: a criação do primeiro Departamento da Felicidade em Portugal. A medida, inicialmente recebida com algum ceticismo por parte de muitos observadores, acabaria por transformar-se num dos casos mais estudados e debatidos na área dos recursos humanos e da liderança.
A ideia surgiu da convicção de que a felicidade dos colaboradores não deveria ser encarada como um benefício acessório, mas como uma componente estratégica da gestão. Inspirado por tendências internacionais e pela crescente atenção dada ao tema em várias geografias, Ricardo Costa procurou criar uma estrutura interna dedicada ao bem-estar das equipas, à cultura organizacional e ao fortalecimento das relações humanas dentro da empresa.
O impacto da iniciativa rapidamente chamou a atenção de gestores, académicos e especialistas em recursos humanos. Segundo o empresário, a aposta permitiu melhorar a capacidade de atração de talento, reduzir a rotatividade e reforçar o compromisso das equipas com os objetivos organizacionais.
O conceito acabaria por se tornar uma marca identitária do Grupo Bernardo da Costa e uma das principais bandeiras da intervenção pública de Ricardo Costa.
“A Felicidade é Lucrativa”: quando o bem-estar se transforma em estratégia

A publicação do livro A Felicidade é Lucrativa consolidou ainda mais a projeção pública do empresário. Na obra, Ricardo Costa defende que organizações mais humanas tendem a alcançar melhores resultados económicos, contrariando a ideia de que o investimento nas pessoas representa apenas um custo adicional.
O livro reúne experiências práticas, reflexões sobre liderança e exemplos retirados do percurso do Grupo Bernardo da Costa. A mensagem central é simples: equipas motivadas, ambientes saudáveis e líderes capazes de inspirar confiança criam organizações mais resilientes, inovadoras e lucrativas.
A obra teve forte repercussão no meio empresarial português, reforçando a imagem de Ricardo Costa como um dos principais promotores da chamada felicidade corporativa e das novas abordagens à liderança.
Depois da felicidade, o sucesso

Após o impacto gerado por A Felicidade é Lucrativa, Ricardo Costa voltou a afirmar-se no universo editorial com O Que Fazer e Não Fazer para Ter Sucesso, uma obra onde aprofunda reflexões sobre liderança, tomada de decisão, cultura empresarial e desenvolvimento pessoal. O livro reforça a posição do chairman do Grupo Bernardo da Costa como uma das figuras mais influentes do pensamento empresarial português contemporâneo.
Mais do que um manual tradicional de gestão, a obra procura transmitir aprendizagens acumuladas ao longo de décadas de experiência empresarial, apresentando exemplos práticos, erros a evitar e princípios que considera fundamentais para alcançar resultados sustentáveis.
Com dois livros publicados e uma forte presença pública, Ricardo Costa tem vindo a consolidar uma influência que ultrapassa o universo empresarial, afirmando-se como autor, conferencista e defensor de uma nova geração de lideranças mais humanas e mais próximas das pessoas.
Influência para além da empresa
Nos últimos anos, Ricardo Costa tornou-se uma das figuras mais influentes do universo empresarial português nas plataformas digitais, particularmente no LinkedIn, onde reúne uma comunidade significativa de seguidores e onde partilha regularmente reflexões sobre gestão, liderança, motivação e desenvolvimento organizacional.
A sua capacidade de comunicação transformou-o numa voz respeitada junto de empresários, gestores e jovens profissionais. Muitos dos seus conteúdos abordam temas como a cultura empresarial, a valorização das equipas, a importância do propósito e o papel dos líderes na construção de organizações mais sustentáveis do ponto de vista humano.
Paralelamente, desempenha funções como professor convidado em escolas de negócios e participa regularmente em iniciativas ligadas ao empreendedorismo, à inovação e ao desenvolvimento económico.
Diplomacia económica e reconhecimento internacional

Em 2023, Ricardo Costa foi nomeado Cônsul Honorário do Kosovo, um reconhecimento associado ao seu contributo para o fortalecimento das relações internacionais e da diplomacia económica. A distinção acrescentou uma dimensão institucional ao seu percurso, reforçando a sua presença em contextos empresariais e diplomáticos.
A nomeação foi vista como mais um sinal da crescente influência que conquistou para além do universo corporativo, refletindo o reconhecimento do seu trabalho na promoção de ligações económicas, empresariais e institucionais.
As férias tropicais que se tornaram símbolo de uma cultura empresarial diferente
Outro dos traços que mais projetou Ricardo Costa na opinião pública foi a decisão de oferecer férias em destinos tropicais aos trabalhadores do Grupo Bernardo da Costa. A empresa tornou-se conhecida por proporcionar uma semana de férias a colaboradores em destinos como Punta Cana, Cuba, México, Jamaica e Cabo Verde, uma prática apresentada como parte da sua política de valorização das pessoas e da cultura interna.
A iniciativa reforçou a notoriedade do grupo enquanto exemplo de gestão centrada no bem-estar dos colaboradores e ajudou a consolidar a imagem de Ricardo Costa como um empresário que procura transformar benefícios concretos em compromisso, motivação e sentido de pertença.
Uma visão que desafia os modelos tradicionais

Ao contrário de modelos de gestão centrados exclusivamente em indicadores financeiros, Ricardo Costa defende que o lucro deve ser entendido como consequência de uma organização saudável e não como o seu único propósito. Esta visão tem marcado a sua intervenção pública e ajudado a posicioná-lo como um dos rostos mais visíveis da transformação cultural das empresas portuguesas.
Os seus defensores consideram-no um dos principais impulsionadores de uma nova geração de líderes empresariais, mais atentos ao impacto humano das decisões de gestão. Os resultados alcançados pelo Grupo Bernardo da Costa são frequentemente apresentados como prova de que competitividade e bem-estar não são conceitos incompatíveis.
O legado de uma nova liderança
Num contexto marcado pela escassez de talento, pela transformação digital e pelas novas exigências das gerações mais jovens, Ricardo Costa tornou-se uma das figuras mais associadas à ideia de que as empresas do futuro terão de colocar as pessoas no centro das decisões.
Mais do que um empresário de sucesso, construiu uma marca pessoal assente na valorização das equipas, na proximidade da liderança e na defesa de uma cultura empresarial baseada na confiança. Ao criar o primeiro Departamento da Felicidade em Portugal, ao assumir funções de relevância institucional e ao levar para o espaço público uma discussão até então pouco explorada no tecido empresarial português, ajudou a redefinir o modo como muitas organizações encaram o papel das pessoas dentro das empresas.
Para admiradores e observadores do mundo empresarial, Ricardo Costa representa hoje uma das vozes mais influentes da liderança humanizada em Portugal – alguém que fez da felicidade uma ferramenta de gestão e da gestão uma plataforma para transformar organizações e pessoas.
A fechar…

Haveria, naturalmente, muito mais para contar sobre Ricardo Costa. O percurso empresarial, a intervenção cívica, a atividade internacional, os projetos de inovação organizacional e o impacto que tem vindo a gerar junto de milhares de líderes e colaboradores em Portugal justificariam, por si só, uma análise ainda mais aprofundada. Mas há um traço que parece atravessar toda a sua história: a convicção de que o sucesso empresarial não se mede apenas pelos números, mas também pela capacidade de inspirar pessoas, criar oportunidades e deixar uma marca positiva na vida dos outros.
Numa época em que a liderança é cada vez mais posta à prova, Ricardo Costa afirma-se como um dos rostos mais influentes e inspiradores do tecido empresarial português, provando que ambição, humanismo e resultados podem caminhar lado a lado. O seu percurso continua a ser acompanhado com atenção por empresários, gestores e decisores, mas sobretudo por todos aqueles que acreditam que as empresas podem ser agentes de transformação económica e social. E, a julgar pelo caminho já percorrido, o melhor poderá ainda estar por escrever.